Comentários recebidos nos poemas por Sinvaldo de Souza Gino
Feliz Aniversário: Bolo Amargo
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! A festa de 80 anos é descrita com termos de estagnação e morte (bolo seco, velas sem chama, trono de pó), despindo o evento de qualquer alegria. As relações familiares são movidas por obrigação e interesse. Os parentes carregam culpa em vez de amor, medindo heranças e contando o tempo gasto com a matriarca. Dona Anita não é uma figura passiva; ela entende tudo e reage com desprezo visceral (cospe no chão o doce fingido, ri, desdentada) diante do banquete de falsidade. O aniversário funciona como uma contagem regressiva para a morte, onde a protagonista é o centro das atenções, mas permanece em absoluto vazio existencial. Alinhado à tradição clariceana citada no próprio texto, o poema usa a ironia do Feliz Aniversário para desmascarar a falência dos laços familiares, mostrando que a união ali celebrada é pura convenção social. Parabéns por seu poema! Meu abraço poético.
15 de maio de 2026 18:41
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! A festa de 80 anos é descrita com termos de estagnação e morte (bolo seco, velas sem chama, trono de pó), despindo o evento de qualquer alegria. As relações familiares são movidas por obrigação e interesse. Os parentes carregam culpa em vez de amor, medindo heranças e contando o tempo gasto com a matriarca. Dona Anita não é uma figura passiva; ela entende tudo e reage com desprezo visceral (cospe no chão o doce fingido, ri, desdentada) diante do banquete de falsidade. O aniversário funciona como uma contagem regressiva para a morte, onde a protagonista é o centro das atenções, mas permanece em absoluto vazio existencial. Alinhado à tradição clariceana citada no próprio texto, o poema usa a ironia do Feliz Aniversário para desmascarar a falência dos laços familiares, mostrando que a união ali celebrada é pura convenção social. Parabéns por seu poema! Meu abraço poético.
15 de maio de 2026 18:41
Mitologia: As Duas Rainhas do deus Ares
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! Homenagem épico-lírica a Hipólita e Pentesileia, destacando o heroísmo, a tragédia e o legado das guerreiras amazonas. O texto constrói um paralelismo constante entre as duas irmãs, diferenciando seus destinos (uma morre pela diplomacia/traição, a outra pelo combate/dor). Poema longo composto por estrofes de quatro versos (quartetos) com rimas emparelhadas simples (AABB), garantindo um ritmo rápido e marcial. Uso de referências diretas à mitologia grega (Héracles, Aquiles, Hera) com um tom heroico e contemporâneo ao final. Transforma as figuras mitológicas em símbolos atemporais de resistência, força e emancipação feminina. Parabéns por seu belo poema! Meu abraço fraterno.
14 de maio de 2026 20:43
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! Homenagem épico-lírica a Hipólita e Pentesileia, destacando o heroísmo, a tragédia e o legado das guerreiras amazonas. O texto constrói um paralelismo constante entre as duas irmãs, diferenciando seus destinos (uma morre pela diplomacia/traição, a outra pelo combate/dor). Poema longo composto por estrofes de quatro versos (quartetos) com rimas emparelhadas simples (AABB), garantindo um ritmo rápido e marcial. Uso de referências diretas à mitologia grega (Héracles, Aquiles, Hera) com um tom heroico e contemporâneo ao final. Transforma as figuras mitológicas em símbolos atemporais de resistência, força e emancipação feminina. Parabéns por seu belo poema! Meu abraço fraterno.
14 de maio de 2026 20:43
Mitologia: As Duas Rainhas do deus Ares
Francisco Queiroz disse:
É uma viagem na história, nos mitos, parabéns pela harmonia.
Um abraço fraterno
14 de maio de 2026 13:25
Francisco Queiroz disse:
É uma viagem na história, nos mitos, parabéns pela harmonia.
Um abraço fraterno
14 de maio de 2026 13:25
Mitologia: preço de um Berço vazio
Francisco Queiroz disse:
Embora já tenha lido e assistido a muitas obras sobre Hércules, seu poema revelou uma faceta nova, humanizando o mito ao converter o sangue dos monstros na dolorosa purificação do espírito de Herácles. É possível sentir o peso real de seus trabalhos. Parabéns, nobre Poeta!
9 de maio de 2026 07:32
Francisco Queiroz disse:
Embora já tenha lido e assistido a muitas obras sobre Hércules, seu poema revelou uma faceta nova, humanizando o mito ao converter o sangue dos monstros na dolorosa purificação do espírito de Herácles. É possível sentir o peso real de seus trabalhos. Parabéns, nobre Poeta!
9 de maio de 2026 07:32
Epopeia: A Maldição de Camões
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! O poema destaca o contraste brutal entre o que o poeta deu (um império em versos, sangue e sal) e o que recebeu (um olho a menos, fome e desabrigo). A pátria é retratada como uma entidade que consome o artista. A escrita não é vista como um dom leve, mas como uma erosão física e emocional. Ver, amar e escrever demais resultam em perder a vista, o peito e o resto da vida. A crítica mordaz ao ciclo: Primeiro a fome, / Depois o mármore, resume a hipocrisia das nações que deixam seus artistas morrerem na miséria para depois os transformarem em estátuas intocáveis. O desfecho é brilhante ao afirmar que o verdadeiro fardo não é a pobreza, mas a lucidez. Camões morreu de Portugal (na pequenez do país perante a grandeza da sua obra) e por não caber no seu tempo. É um texto sobre a solidão intelectual e a glória póstuma como uma recompensa tardia e inútil para quem teve nação na cabeça e não teve teto na velhice. Parabéns por seu belo poema! Meu abraço poético.
6 de maio de 2026 20:31
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! O poema destaca o contraste brutal entre o que o poeta deu (um império em versos, sangue e sal) e o que recebeu (um olho a menos, fome e desabrigo). A pátria é retratada como uma entidade que consome o artista. A escrita não é vista como um dom leve, mas como uma erosão física e emocional. Ver, amar e escrever demais resultam em perder a vista, o peito e o resto da vida. A crítica mordaz ao ciclo: Primeiro a fome, / Depois o mármore, resume a hipocrisia das nações que deixam seus artistas morrerem na miséria para depois os transformarem em estátuas intocáveis. O desfecho é brilhante ao afirmar que o verdadeiro fardo não é a pobreza, mas a lucidez. Camões morreu de Portugal (na pequenez do país perante a grandeza da sua obra) e por não caber no seu tempo. É um texto sobre a solidão intelectual e a glória póstuma como uma recompensa tardia e inútil para quem teve nação na cabeça e não teve teto na velhice. Parabéns por seu belo poema! Meu abraço poético.
6 de maio de 2026 20:31
Epopeia: A Maldição de Camões
Shmuel disse:
Uma bela homenagem para este escritor cuja história é fascinante.
Abraços
6 de maio de 2026 13:12
Shmuel disse:
Uma bela homenagem para este escritor cuja história é fascinante.
Abraços
6 de maio de 2026 13:12
Miniconto: Ações de afogadilha
Francisco Queiroz disse:
Parabéns pela composição, ficou excelente! Um abraço caríssimo.
1 de maio de 2026 11:02
Francisco Queiroz disse:
Parabéns pela composição, ficou excelente! Um abraço caríssimo.
1 de maio de 2026 11:02
Paradigma da antítese
Patty Alves disse:
Esse poema me fez lembrar o versículo bíblico de Marcos 8:36-37 (NVI): \"Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou o que pode dar o homem em troca da sua vida?
Não adianta termos tudo nessa vida, se não temos o amor a Deus e aquele que ama a Deus sabe que tudo pertence a Ele, então o que de fato temos? \"Tudo e nada\". risos
Obrigada poeta.
29 de abril de 2026 09:10
Patty Alves disse:
Esse poema me fez lembrar o versículo bíblico de Marcos 8:36-37 (NVI): \"Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou o que pode dar o homem em troca da sua vida?
Não adianta termos tudo nessa vida, se não temos o amor a Deus e aquele que ama a Deus sabe que tudo pertence a Ele, então o que de fato temos? \"Tudo e nada\". risos
Obrigada poeta.
29 de abril de 2026 09:10
Ninguém tem a bunda que quer sentado na bunda que tem
Francisco Queiroz disse:
Kkkk, e é uma grande verdade para tudo que se almeja, parabéns caríssimo!
29 de abril de 2026 07:20
Francisco Queiroz disse:
Kkkk, e é uma grande verdade para tudo que se almeja, parabéns caríssimo!
29 de abril de 2026 07:20
Mitologia: Deus do Vinho
Maria do Socorro Domingos disse:
Lindo, poeta!
Que você permaneça embriagado desse vinho que dá energia para continuar a jornada. O vinho servido por nosso irmão Jesus não nos dá ressaca!
Abraços
28 de abril de 2026 04:58
Maria do Socorro Domingos disse:
Lindo, poeta!
Que você permaneça embriagado desse vinho que dá energia para continuar a jornada. O vinho servido por nosso irmão Jesus não nos dá ressaca!
Abraços
28 de abril de 2026 04:58
Mitologia: Deus do Vinho
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! O autor estabelece uma distinção clara entre o vinho que embriaga a razão e o vinho que resgata o amor. Enquanto o vinho mitológico é fuga, o vinho deste Deus é restauração e presença espiritual. A quarta estrofe utiliza a lógica bíblica do banquete para criar uma metáfora sobre a vida. Enquanto o mundo oferece prazeres imediatos que terminam em amargura (esconde o fel), a providência divina é apresentada como algo que melhora com o tempo e se revela plenamente no final. O autor destaca a soberania divina sobre a natureza. Ao dizer que não precisa de uva, nem de lagar, ele enfatiza que a transformação (água em vinho) é um ato de criação pura, e não um processo biológico lento. O encerramento eleva o tom poético ao identificar o próprio Deus como o Vinho antigo. A imagem do vinho derramado em cruz conecta diretamente a alegria da festa de Canaã ao sacrifício do Calvário, transformando o sangue em poesia e vida. O texto é uma celebração da abundância espiritual em contraste com a escassez do mundo material. Abraço poético.
27 de abril de 2026 20:43
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! O autor estabelece uma distinção clara entre o vinho que embriaga a razão e o vinho que resgata o amor. Enquanto o vinho mitológico é fuga, o vinho deste Deus é restauração e presença espiritual. A quarta estrofe utiliza a lógica bíblica do banquete para criar uma metáfora sobre a vida. Enquanto o mundo oferece prazeres imediatos que terminam em amargura (esconde o fel), a providência divina é apresentada como algo que melhora com o tempo e se revela plenamente no final. O autor destaca a soberania divina sobre a natureza. Ao dizer que não precisa de uva, nem de lagar, ele enfatiza que a transformação (água em vinho) é um ato de criação pura, e não um processo biológico lento. O encerramento eleva o tom poético ao identificar o próprio Deus como o Vinho antigo. A imagem do vinho derramado em cruz conecta diretamente a alegria da festa de Canaã ao sacrifício do Calvário, transformando o sangue em poesia e vida. O texto é uma celebração da abundância espiritual em contraste com a escassez do mundo material. Abraço poético.
27 de abril de 2026 20:43
Viver o último dia em Deus para permanecer Nele.
Francisco Queiroz disse:
Caríssimo poeta, que texto inspirador! Fez-me refletir sobre algumas ideias que deixo aqui para somar.
Kairos: O tempo da oportunidade, o momento qualitativo, o \"agora\" que não pode ser medido, apenas vivido. O tempo da Graça.
Memento Mori: \"Lembra-te de que és mortal.\"
\"Executa cada ato da tua vida como se fosse o último.\" — Marco Aurélio
Kairos vem da minha época de retiros da igreja. Memento Mori, um conselho que ganhei de alguém que considero sábio. E a frase do imperador é um mantra que tento praticar como chamada de consciência.
Um abraço fraterno.
Gratidão!
24 de abril de 2026 20:21
Francisco Queiroz disse:
Caríssimo poeta, que texto inspirador! Fez-me refletir sobre algumas ideias que deixo aqui para somar.
Kairos: O tempo da oportunidade, o momento qualitativo, o \"agora\" que não pode ser medido, apenas vivido. O tempo da Graça.
Memento Mori: \"Lembra-te de que és mortal.\"
\"Executa cada ato da tua vida como se fosse o último.\" — Marco Aurélio
Kairos vem da minha época de retiros da igreja. Memento Mori, um conselho que ganhei de alguém que considero sábio. E a frase do imperador é um mantra que tento praticar como chamada de consciência.
Um abraço fraterno.
Gratidão!
24 de abril de 2026 20:21
Conto: “Diabo-Véio, Ouro e Cachaça” – Vila Boa
Francisco Queiroz disse:
Que delícia passear na história tão bem narrada de nossa querida cidade de Goiás Velho! Sempre que posso, vou lá passear. A cidade é pura poesia. Parabéns, poeta, ficou excelente! Um abraço fraterno!
22 de abril de 2026 21:27
Francisco Queiroz disse:
Que delícia passear na história tão bem narrada de nossa querida cidade de Goiás Velho! Sempre que posso, vou lá passear. A cidade é pura poesia. Parabéns, poeta, ficou excelente! Um abraço fraterno!
22 de abril de 2026 21:27
Mar da vida
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! O autor utiliza o mar para representar a impermanência. A alternância entre calmas e serenas e tempestuosas e bravas, reflete o ciclo da vida — momentos de tranquilidade seguidos por crises inevitáveis. O trecho: aprendo a navegar e com as ondas, eu me adapto, revela uma postura estoica: o navegador não controla o mar, mas controla a si mesmo e a sua capacidade de flutuar. A comparação das águas com lágrimas (salgadas) e com o amor (doces) humaniza o cenário natural. O autor aceita que a dor e o prazer são componentes indissociáveis da mesma substância (a vida), e que ambos são necessários para viver com fervor. O pôr do sol e a calmaria final sugerem um estado de aceitação e plenitude. A harmonia mencionada no último verso indica que a paz não vem da ausência de problemas, mas da compreensão de como superá-los. Parabéns pelo poema! Abraço poético.
22 de abril de 2026 20:35
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! O autor utiliza o mar para representar a impermanência. A alternância entre calmas e serenas e tempestuosas e bravas, reflete o ciclo da vida — momentos de tranquilidade seguidos por crises inevitáveis. O trecho: aprendo a navegar e com as ondas, eu me adapto, revela uma postura estoica: o navegador não controla o mar, mas controla a si mesmo e a sua capacidade de flutuar. A comparação das águas com lágrimas (salgadas) e com o amor (doces) humaniza o cenário natural. O autor aceita que a dor e o prazer são componentes indissociáveis da mesma substância (a vida), e que ambos são necessários para viver com fervor. O pôr do sol e a calmaria final sugerem um estado de aceitação e plenitude. A harmonia mencionada no último verso indica que a paz não vem da ausência de problemas, mas da compreensão de como superá-los. Parabéns pelo poema! Abraço poético.
22 de abril de 2026 20:35
Conto: O cisne, o juramento e a sombra na casa.
Francisco Queiroz disse:
Que viagem! Uma síntese poética impecável de um peso mitológico. Obrigado por isso, poeta. Um abraço!
20 de abril de 2026 21:43
Francisco Queiroz disse:
Que viagem! Uma síntese poética impecável de um peso mitológico. Obrigado por isso, poeta. Um abraço!
20 de abril de 2026 21:43
Conto: O cisne, o juramento e a sombra na casa.
Shmuel disse:
Parabéns ao poeta Sinvaldo de Souza Gino. Adoro a mitologia greco-romana e foi uma grata satisfação me deparar com seu primoroso texto.
Abraços
20 de abril de 2026 10:35
Shmuel disse:
Parabéns ao poeta Sinvaldo de Souza Gino. Adoro a mitologia greco-romana e foi uma grata satisfação me deparar com seu primoroso texto.
Abraços
20 de abril de 2026 10:35
Conto: O despacho.
Francisco Queiroz disse:
Rapaz, você me fez lembrar da minha avó. Ela contava histórias das \"presepadas\" dos irmãos dela, como ela dizia, de quando era menina no interior de Pernambuco. Eu adorava ouvir e você me fez relembrar. Obrigado, meu caro poeta.
18 de abril de 2026 08:27
Francisco Queiroz disse:
Rapaz, você me fez lembrar da minha avó. Ela contava histórias das \"presepadas\" dos irmãos dela, como ela dizia, de quando era menina no interior de Pernambuco. Eu adorava ouvir e você me fez relembrar. Obrigado, meu caro poeta.
18 de abril de 2026 08:27
O poder da Mão
Vilma Oliveira disse:
Olá poeta! Boa noite! A mão é usada como uma metonímia para o agir humano. O texto enfatiza que a mesma ferramenta (ou talento/capacidade) que possui o potencial para o bem absoluto (cura, pão, benção) também carrega a semente da destruição (arma, ruína, mata). O poema estrutura-se em antíteses constantes. Isso mostra que a natureza humana não é linear, mas sim uma mão dupla que pode criar ou destruir dependendo da intenção que a move. Ao contrastar a mão que se fecha e se isola com a que se abre e se doa, o texto sugere que o destino — seja a vida ou a morte, a construção ou a ruína — está literalmente em nossas mãos. Saudações poéticas.
17 de abril de 2026 19:51
Vilma Oliveira disse:
Olá poeta! Boa noite! A mão é usada como uma metonímia para o agir humano. O texto enfatiza que a mesma ferramenta (ou talento/capacidade) que possui o potencial para o bem absoluto (cura, pão, benção) também carrega a semente da destruição (arma, ruína, mata). O poema estrutura-se em antíteses constantes. Isso mostra que a natureza humana não é linear, mas sim uma mão dupla que pode criar ou destruir dependendo da intenção que a move. Ao contrastar a mão que se fecha e se isola com a que se abre e se doa, o texto sugere que o destino — seja a vida ou a morte, a construção ou a ruína — está literalmente em nossas mãos. Saudações poéticas.
17 de abril de 2026 19:51
Mulher
Vilma Oliveira disse:
Olá poeta! Boa noite! O poema utiliza o campo semântico das plantas para descrever a mulher (jardim suspenso, flores, raiz, pétala). Essa escolha reforça a ideia da mulher como o próprio ciclo da vida: ela não é apenas a flor (beleza), mas também a raiz (sustentação) e o espinho (proteção/dor). O termo jardim suspenso, evoca algo raro e majestoso, como uma das maravilhas do mundo antigo. És vida que arrisca a vida: Esta antítese resume a coragem intrínseca à maternidade, onde a doação de si permite a existência do outro. O poema utiliza referências teológicas para conferir autoridade e profundidade à mulher: Mãe do verbo que se fez carne: Esta é uma clara alusão cristã ao mistério da encarnação. Ao usar essa frase, o autor coloca a mulher no centro da história da salvação e da criação linguística (grafia do amor). A mulher é apresentada como a antítese do estéril; sem ela, o mundo não teria substância nem cor. O poema é construído em quadras (estrofes de quatro versos) com um ritmo fluido que sugere o pulsar mencionado no texto. A linguagem é reverente e utiliza muitos substantivos abstratos (gratidão, eternidade, porvir, existência) para construir uma imagem idealizada e poderosa. É uma ode à potência geradora feminina, que equilibra a delicadeza da flor com a força brutal da sobrevivência e da criação. Saudações poéticas.
16 de abril de 2026 20:09
Vilma Oliveira disse:
Olá poeta! Boa noite! O poema utiliza o campo semântico das plantas para descrever a mulher (jardim suspenso, flores, raiz, pétala). Essa escolha reforça a ideia da mulher como o próprio ciclo da vida: ela não é apenas a flor (beleza), mas também a raiz (sustentação) e o espinho (proteção/dor). O termo jardim suspenso, evoca algo raro e majestoso, como uma das maravilhas do mundo antigo. És vida que arrisca a vida: Esta antítese resume a coragem intrínseca à maternidade, onde a doação de si permite a existência do outro. O poema utiliza referências teológicas para conferir autoridade e profundidade à mulher: Mãe do verbo que se fez carne: Esta é uma clara alusão cristã ao mistério da encarnação. Ao usar essa frase, o autor coloca a mulher no centro da história da salvação e da criação linguística (grafia do amor). A mulher é apresentada como a antítese do estéril; sem ela, o mundo não teria substância nem cor. O poema é construído em quadras (estrofes de quatro versos) com um ritmo fluido que sugere o pulsar mencionado no texto. A linguagem é reverente e utiliza muitos substantivos abstratos (gratidão, eternidade, porvir, existência) para construir uma imagem idealizada e poderosa. É uma ode à potência geradora feminina, que equilibra a delicadeza da flor com a força brutal da sobrevivência e da criação. Saudações poéticas.
16 de abril de 2026 20:09
A representação do real
Vilma Oliveira disse:
Olá poeta! Boa noite! O texto defende que a existência das coisas depende da percepção humana: Existir é ser visto. Para o eu lírico, o objeto (a pedra, o rio, o céu) não tem significado ou existência real sem um sujeito que o nomeie, sinta ou observe. O poema destaca o poder do verbo e da arte: A pedra só é pedra se o nome damos. O rio só corre quando o verso o inventa. Aqui, a palavra não apenas descreve o mundo, ela o funda. Sem a linguagem e a interpretação, a realidade seria uma matéria bruta e sem sentido. O real é descrito como um tecido que a mente borda. Isso sugere que o que chamamos de verdade é, na verdade, uma interpretação moldada pelos nossos desejos, sentidos (a pupila aberta) e sentimentos (a alma). O mundo deixa de ser um fato para se tornar uma moldura. A estrofe que diz que cada homem é prisioneiro e rei do mundo que concebe é poderosa: Rei: Porque somos os criadores da nossa própria realidade. Prisioneiro: Porque estamos limitados à nossa própria percepção, incapazes de ver o real além do nosso próprio olhar (o espelho).
O tom é ensaístico e reflexivo, utilizando metáforas visuais (moldura, quadro, tintas, espelho) para reforçar a ideia de que a realidade é uma imagem processada pelo olho que a decifra. Parabéns pelo poema! Saudações poéticas.
13 de abril de 2026 20:51
Vilma Oliveira disse:
Olá poeta! Boa noite! O texto defende que a existência das coisas depende da percepção humana: Existir é ser visto. Para o eu lírico, o objeto (a pedra, o rio, o céu) não tem significado ou existência real sem um sujeito que o nomeie, sinta ou observe. O poema destaca o poder do verbo e da arte: A pedra só é pedra se o nome damos. O rio só corre quando o verso o inventa. Aqui, a palavra não apenas descreve o mundo, ela o funda. Sem a linguagem e a interpretação, a realidade seria uma matéria bruta e sem sentido. O real é descrito como um tecido que a mente borda. Isso sugere que o que chamamos de verdade é, na verdade, uma interpretação moldada pelos nossos desejos, sentidos (a pupila aberta) e sentimentos (a alma). O mundo deixa de ser um fato para se tornar uma moldura. A estrofe que diz que cada homem é prisioneiro e rei do mundo que concebe é poderosa: Rei: Porque somos os criadores da nossa própria realidade. Prisioneiro: Porque estamos limitados à nossa própria percepção, incapazes de ver o real além do nosso próprio olhar (o espelho).
O tom é ensaístico e reflexivo, utilizando metáforas visuais (moldura, quadro, tintas, espelho) para reforçar a ideia de que a realidade é uma imagem processada pelo olho que a decifra. Parabéns pelo poema! Saudações poéticas.
13 de abril de 2026 20:51
A representação do real
Francisco Queiroz disse:
Fez-me lembrar o livro O Caibalion: \"O Universo é Mental\" e sua poesia é a prova de que o olho que vê é o mesmo que cria. Parabéns, poeta!
12 de abril de 2026 11:09
Francisco Queiroz disse:
Fez-me lembrar o livro O Caibalion: \"O Universo é Mental\" e sua poesia é a prova de que o olho que vê é o mesmo que cria. Parabéns, poeta!
12 de abril de 2026 11:09
Paradigma da antítese
Francisco Queiroz disse:
Só podemos perder o que nunca foi nosso, já dizia um célebre padre que conheci, sempre que alguém ia ter com ele. Aí fica a provocação filosófico-poética: o que realmente é nosso, se até o nome nos é dado? Obrigado pela bela reflexão poética, caríssimo!
\"Tudo o que não se pode perder num naufrágio é o que se possui verdadeiramente.\" — Provérbio Indiano
11 de abril de 2026 08:34
Francisco Queiroz disse:
Só podemos perder o que nunca foi nosso, já dizia um célebre padre que conheci, sempre que alguém ia ter com ele. Aí fica a provocação filosófico-poética: o que realmente é nosso, se até o nome nos é dado? Obrigado pela bela reflexão poética, caríssimo!
\"Tudo o que não se pode perder num naufrágio é o que se possui verdadeiramente.\" — Provérbio Indiano
11 de abril de 2026 08:34
Sinestesia
Drica disse:
Tem um caso de uma garota com isso. Ficou incrível! :)
9 de abril de 2026 20:02
Drica disse:
Tem um caso de uma garota com isso. Ficou incrível! :)
9 de abril de 2026 20:02
Hipérbole do amor
Francisco Queiroz disse:
A hipérbole não conhece fronteiras. Boa alusão, parabéns, Poeta!
9 de abril de 2026 08:13
Francisco Queiroz disse:
A hipérbole não conhece fronteiras. Boa alusão, parabéns, Poeta!
9 de abril de 2026 08:13
Cercas de Pedra
Vilma Oliveira disse:
Olá poeta! Boa noite! O poema transforma um elemento físico (as cercas) em um narrador. As pedras não são apenas limites de propriedade, mas testemunhos mudos que guardam o DNA da construção da cidade: o suor e a dor da mão de obra escravizada. Há uma tensão proposital logo no início entre a cidade antiga e nobre e as mãos escravas. O poema expõe que a nobreza arquitetônica e histórica de Goiás foi erguida sobre um sistema de opressão. A menção à pista dupla que cortou a cidade em dois é uma metáfora moderna. Mesmo com o progresso urbano e as intervenções físicas no espaço, a memória do que aquelas cercas representam (a divisão, o domínio e a resistência) permanece inalterada. O fechamento do poema muda o tom. O que começou como um relato de lamento termina como um monumento e símbolo de resistência. A pedra, que antes marcava a fronteira do senhor, agora é lida como a prova da força da alma que não se rendeu. Parabéns pelo poema! Meu abraço fraterno.
3 de abril de 2026 20:05
Vilma Oliveira disse:
Olá poeta! Boa noite! O poema transforma um elemento físico (as cercas) em um narrador. As pedras não são apenas limites de propriedade, mas testemunhos mudos que guardam o DNA da construção da cidade: o suor e a dor da mão de obra escravizada. Há uma tensão proposital logo no início entre a cidade antiga e nobre e as mãos escravas. O poema expõe que a nobreza arquitetônica e histórica de Goiás foi erguida sobre um sistema de opressão. A menção à pista dupla que cortou a cidade em dois é uma metáfora moderna. Mesmo com o progresso urbano e as intervenções físicas no espaço, a memória do que aquelas cercas representam (a divisão, o domínio e a resistência) permanece inalterada. O fechamento do poema muda o tom. O que começou como um relato de lamento termina como um monumento e símbolo de resistência. A pedra, que antes marcava a fronteira do senhor, agora é lida como a prova da força da alma que não se rendeu. Parabéns pelo poema! Meu abraço fraterno.
3 de abril de 2026 20:05
A dor da fome
Francisco Queiroz disse:
Um achado essa sua poesia, meu caro. Retrata bem o que todo mundo sabe, em algum nível, mas guarda em silêncio. A poesia também é chamada de consciência. Obrigado pelo ponto de reflexão. Um abraço fraterno.
2 de abril de 2026 18:38
Francisco Queiroz disse:
Um achado essa sua poesia, meu caro. Retrata bem o que todo mundo sabe, em algum nível, mas guarda em silêncio. A poesia também é chamada de consciência. Obrigado pelo ponto de reflexão. Um abraço fraterno.
2 de abril de 2026 18:38
Pregado na Cruz
Rosangela Rodrigues de Oliveira disse:
Coitado foi usado para a salvação do povo. Hoje ele ressuscitou mas.....sofreu horrores. Pelo poder o homem faz atrocidades, assim como a mulher também. Menos é mais. Parabéns poeta. Boa tarde.
2 de abril de 2026 15:00
Rosangela Rodrigues de Oliveira disse:
Coitado foi usado para a salvação do povo. Hoje ele ressuscitou mas.....sofreu horrores. Pelo poder o homem faz atrocidades, assim como a mulher também. Menos é mais. Parabéns poeta. Boa tarde.
2 de abril de 2026 15:00
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