Serra Dourada
Serra Dourada, quando a tarde te doura,
Teu corpo de pedra vira chama e promessa.
Goiás Velho te olha lá de baixo, calada,
E o Rio Vermelho te escreve cartas em correnteza.
O vento do cerrado te traz segredos antigos:
Cheiro de pequi, reza de sinhá, viola longe.
Teus paredões guardam o sim que nunca foi dito,
E a lua te beija a noite inteira nos grotões.
Amar você é entender o tempo das serras:
Não tem pressa, mas também não esquece.
Deito em teu vale e descanso meu cansaço,
Porque teu ouro, Serra, é paz que amanhece.
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 1 de junho de 2026 05:39
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 46
- Usuários favoritos deste poema: Francisco Queiroz, Gino, Sinvaldo de Souza, LEIDE FREITAS

Offline)
Comentários1
Agora fiquei morrendo de vontade de conhecer essa serra dourada e o rio vermelho de Goiás.
Até breve, poeta Gino!
Muito obrigado, pelo comentário!!!
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