Serra Dourada,

Sinvaldo de Souza Gino

Serra Dourada

Serra Dourada, quando a tarde te doura,  
Teu corpo de pedra vira chama e promessa.  
Goiás Velho te olha lá de baixo, calada,  
E o Rio Vermelho te escreve cartas em correnteza.  

O vento do cerrado te traz segredos antigos:  
Cheiro de pequi, reza de sinhá, viola longe.  
Teus paredões guardam o sim que nunca foi dito,  
E a lua te beija a noite inteira nos grotões.  

Amar você é entender o tempo das serras:  
Não tem pressa, mas também não esquece.  
Deito em teu vale e descanso meu cansaço,  
Porque teu ouro, Serra, é paz que amanhece.

Serra Dourada, quando a tarde te doura,  
Teu corpo de pedra vira chama e promessa.  
Goiás Velho te olha lá de baixo, calada,  
E o Rio Vermelho te escreve cartas em correnteza.  

O vento do cerrado te traz segredos antigos:  
Cheiro de pequi, reza de sinhá, viola longe.  
Teus paredões guardam o sim que nunca foi dito,  
E a lua te beija a noite inteira nos grotões.  

Amar você é entender o tempo das serras:  
Não tem pressa, mas também não esquece.  
Deito em teu vale e descanso meu cansaço,  
Porque teu ouro, Serra, é paz que amanhece.

  • Autor: GINO (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 1 de junho de 2026 05:39
  • Categoria: Natureza
  • Visualizações: 2


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