Sino de Comentário: Para a Poetisa, Maria Dorta, que ouviu a Ponte.
Um poema atravessou o rio
com suas tábuas de verso,
feito de margem e assobio,
de silêncio e de universo.
Mas foi só quando Maria Dorta
leu e disse “Uau!” de repente,
que a ponte ganhou comporta
e o rio virou corrente.
“Que poema fantasticamente belo!”,
ela escreveu com tinta de encanto.
E o verso, que era só castelo,
virou badalo e quebrou o pranto.
“Toca nossa alma”, ela falou.
E a alma, que andava surda,
num susto de luz se acordou
ao som de uma nota absurda.
“Faz-nos ouvir sinos a tocar.”
E os sinos tocaram mesmo,
não na torre, mas no ar,
num bronze de verso espesso.
Um comentário é só palavra,
mas o dela veio com vento.
Ergueu a ponte que era trave
e fez do rio um instrumento.
Então, “Parabéns!” ela encerra.
E o poeta, que estava só,
percebe que não há terra
sem o eco de um “Uau!” só.
Porque toda Ponte de Verso e Rio
precisa de um ouvido certo.
E quando Maria Dorta lê,
até o silêncio vira concerto.

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Comentários1
Rapaz, o seu dito em homenagem ficou um mimo, mas toma cuidado que a poetisa e braba que só.
Vá que puxe uma peixeira, o o sarau arrumado que o poeta se enfiou.
E se pedir socorro, esqueça a nossa amizade, pois quando vejo peixeira tremo mais que vara verde.
Abraços.
Apegaua.
Obrigado pelo conselho!!! Kkkkkk!
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