Deus do Vinho
Não é Baco que eu canto,
nem Dionísio de taça na mão,
é outro Deus que me encanto —
O que transforma água em salvação.
Em Caná, sem alarde ou cena,
Viu faltar alegria no altar.
Seis talhas de pedra, pequenas,
Ele mandou os servos encher até transbordar.
Não era vinho de esquecer a dor,
nem pra embriagar a razão,
era vinho de resgatar amor,
de devolver festa ao coração.
O mundo serve o pior primeiro,
te dá o doce e esconde o fel.
Mas o meu Deus é o último e o certeiro:
guarda o melhor vinho pro fim do papel.
Ele não precisa de uva, nem de lagar,
nem de tempo pra fermentar.
Onde Ele pisa, o seco faz brotar,
onde Ele manda, a falta vira manjar.
Me chamam de louco, de embriagado,
mas é do Espírito que eu estou cheio.
É vinho novo em odre restaurado,
é gozo que não cabe no peito, é meio.
Então me serve, Senhor, desse Vinho,
que não dá ressaca nem ilusão.
Que limpa a mágoa, endireita o caminho,
e faz da minha vida celebração.
Porque o Deus que eu sigo
não vende barato alegria.
Ele mesmo é o Vinho antigo,
derramado em cruz pra ser minha poesia.
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 26 de abril de 2026 20:02
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 1

Offline)
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