As águas do mar da vida,
São profundas e misteriosas,
Ondas de emoções, correntes de paixão,
Que me levam e me trazem, sem direção.
Às vezes calmas e serenas,
Refletindo o céu, em paz,
Outras vezes, tempestuosas e bravas,
Agitando o coração, em desespero.
Mas é no mar da vida,
Que eu aprendo a navegar,
Com as ondas, eu me adapto,
E encontro o caminho, sem me afogar.
As águas do mar da vida,
São salgadas, como as lágrimas,
Mas também são doces, como o amor,
E me ensinam a viver, com fervor.
E quando o sol se põe,
E as ondas se acalmam,
Eu encontro a paz, no mar da vida,
E me sinto vivo, em harmonia.
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de abril de 2026 18:51
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 21
- Usuários favoritos deste poema: Sinvaldo de Souza Gino, Vilma Oliveira

Offline)
Comentários1
Boa noite poeta! O autor utiliza o mar para representar a impermanência. A alternância entre calmas e serenas e tempestuosas e bravas, reflete o ciclo da vida — momentos de tranquilidade seguidos por crises inevitáveis. O trecho: aprendo a navegar e com as ondas, eu me adapto, revela uma postura estoica: o navegador não controla o mar, mas controla a si mesmo e a sua capacidade de flutuar. A comparação das águas com lágrimas (salgadas) e com o amor (doces) humaniza o cenário natural. O autor aceita que a dor e o prazer são componentes indissociáveis da mesma substância (a vida), e que ambos são necessários para viver com fervor. O pôr do sol e a calmaria final sugerem um estado de aceitação e plenitude. A harmonia mencionada no último verso indica que a paz não vem da ausência de problemas, mas da compreensão de como superá-los. Parabéns pelo poema! Abraço poético.
Muito obrigado, poetisa pelo seu comentário!!! Belo comentário, abraço poético!!!
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