Comentários recebidos nos poemas por Ricardo Maria Louro



Para ti meu Amor
José Francisco de Morais disse:

Este poema é uma declaração de amor simples, directa e profundamente sentida. O eu-lírico oferece à pessoa amada tudo o que existe no seu mundo — palavras, sonhos, flores, lágrimas e versos — mostrando um amor total, sem reservas nem limites.

A repetição de “Para ti, meu amor” reforça a intensidade do sentimento e cria um tom quase de promessa, como se cada estrofe fosse uma entrega renovada. A natureza (flores, nuvens, mar) surge como metáfora da grandeza e da beleza desse amor, enquanto as lágrimas e os desejos revelam a dimensão humana e emotiva.

No final, a ideia central torna-se clara: a vida só tem sentido na presença da pessoa amada. O poema transmite ternura, dedicação absoluta e uma visão do amor como centro e razão de tudo.

8 de fevereiro de 2026 13:35

Não deixes Mãe que me fechem os olhos
José Francisco de Morais disse:

Este poema fala sobre consciência, vida e morte, e parece ser um pedido íntimo — quase um sussurro — dirigido à mãe.

“Por trás de cada espelho há um olhar / Por trás de cada corpo há uma Alma”
O poema começa lembrando que a realidade visível não é tudo. Há sempre algo mais profundo: identidade, essência, espírito, sonho.

O pedido à mãe
Quando o eu-lírico fala da morte e pede para não lhe fecharem os olhos nem cruzarem as mãos, ele rejeita a imagem tradicional do morto passivo. Quer manter dignidade, consciência e liberdade, mesmo simbolicamente.

“Não pode a vida negar-se a quem a viveu — obscura — dia após dia”
Há aqui uma afirmação de resistência: mesmo que a vida tenha sido dura, foi vivida plenamente, e isso dá sentido à existência.

“Quero ir de olhos abertos… com as mãos livres para os versos”
Muito bonito: olhos abertos = lucidez até ao fim.
Mãos livres = liberdade, criação, poesia, identidade própria.

Final
“Eu sei que hei-de morrer como quem vive” — morrer com a mesma intensidade com que viveu.
O último pedido à mãe reforça amor, medo humano e desejo de permanecer desperto até ao último instante.

8 de fevereiro de 2026 13:25

Deixem os Poetas
José Francisco de Morais disse:

Há aqui um cansaço do mundo muito físico (“a carne está gasta”), quase existencial, mas em contraste com uma ideia de eternidade que não é divina nem política: é poética. Quando dizes “Deixem os poetas ao vento”, não é abandono — é libertação. O vento como espaço sem muros, sem censura, sem utilidade imediata.

8 de fevereiro de 2026 12:06

Deixem os Poetas
Arthur Santos disse:

A esperança não é a ultima a morrer... a esperança é imortal!
Belo poema. Abraço.

8 de fevereiro de 2026 10:04

Adeus Abruptamente
Shmuel disse:

. .\"Alheio a mim estão todos os sonhos\"...

Um lindo poema

Abraços

6 de fevereiro de 2026 09:55

Madrugada sem teus braços
Módena disse:

os dois primeiros versos estão incríveis

27 de janeiro de 2026 15:29

Há em Mim
Viviane.93 disse:

Esse poema parece um desabafo bem quietinho, como quando a gente fala de si com alguém de confiança. Mostra tudo aquilo que a pessoa carrega por dentro: vontades que nunca viveu, medos que não sabe explicar, sentimentos que ficam guardados. É simples, bonito e passa uma sensação de introspecção e delicadeza.

24 de janeiro de 2026 11:28

O que a Morte pode tocar
Noétrico disse:

Amar é aceitar a perda inevitável.

22 de janeiro de 2026 12:09

Eu sou o último de mim mesmo
Arthur Santos disse:

Uma construção poética muito inteligente.

27 de dezembro de 2025 09:19

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