Deixem-se de palavras vãs
aos ouvidos rebeldes
dos poetas renegados!
O mundo está velho,
os homens cansados,
a carne está gasta ...
Deixem os poetas ao vento.
Que gritem liberdade
p'ra lá dos muros da prisão!
A esperança perdeu-se,
a fé caiu por terra,
não há sonhos nem vontades ...
Caem silêncios infinitos por
sobre as Almas ...
E nada é verdadeiro além de
sermos nós frente ao mundo ...
Porque só os poetas vivem para
sempre!
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Autor:
Ricardo Maria Louro / Káká Louro (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 8 de fevereiro de 2026 09:45
- Categoria: Ocasião especial
- Visualizações: 13
- Usuários favoritos deste poema: Ricardo Maria Louro, Arthur Santos, José Francisco de Morais

Offline)
Comentários2
A esperança não é a ultima a morrer... a esperança é imortal!
Belo poema. Abraço.
Grato meu amigo pelas suas bonitas palavras. Ricardo Maria.
Há aqui um cansaço do mundo muito físico (“a carne está gasta”), quase existencial, mas em contraste com uma ideia de eternidade que não é divina nem política: é poética. Quando dizes “Deixem os poetas ao vento”, não é abandono — é libertação. O vento como espaço sem muros, sem censura, sem utilidade imediata.
Grato pelas palavras.
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