Deixem os Poetas

Ricardo Maria Louro

Deixem-se de palavras vãs

aos ouvidos rebeldes

dos poetas renegados!

 

O mundo está velho,

os homens cansados,

a carne está gasta ...

 

Deixem os poetas ao vento.

Que gritem liberdade

p'ra lá dos muros da prisão!

 

A esperança perdeu-se,

a fé caiu por terra,

não há sonhos nem vontades ...

 

Caem silêncios infinitos por

sobre as Almas ...

E nada é verdadeiro além de

sermos nós frente ao mundo ...

Porque só os poetas vivem para

sempre!

Comentários +

Comentários2

  • Arthur Santos

    A esperança não é a ultima a morrer... a esperança é imortal!
    Belo poema. Abraço.

    • Ricardo Maria Louro

      Grato meu amigo pelas suas bonitas palavras. Ricardo Maria.

    • José Francisco de Morais

      Há aqui um cansaço do mundo muito físico (“a carne está gasta”), quase existencial, mas em contraste com uma ideia de eternidade que não é divina nem política: é poética. Quando dizes “Deixem os poetas ao vento”, não é abandono — é libertação. O vento como espaço sem muros, sem censura, sem utilidade imediata.



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