Não deixes Mãe que me fechem os olhos

Ricardo Maria Louro

Por trás de cada espelho há um olhar

Por trás de cada corpo há uma Alma

Por trás de cada ilusão há um sonho.

 

Olha Mãe, quando a morte vier e

virá cedo,

não deixes fecharem-me os olhos

nem porem-me as mãos em cruz

sobre o peito.

 

Não pode a vida negar-se a quem a

Viveu - obscura - dia-após-dia ...

 

Quero ir de olhos abertos para a terra

com as mãos livres para os versos ...

 

Eu sei que hei-de morrer como quem vive!

Não deixes Mãe que me fechem os olhos!



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.