Que triste tarde

Ricardo Maria Louro

Há uma tarde fechada por dentro

caiada de sonhos e cansaços ...

 

Um quase silêncio vestido de Fado

que ultrapassa a solidão de quem

o canta.

 

Um quase poema feito de palavras

que não há mas que a Alma sente

e vê.

 

Um suspiro de marujo num barco

em alto mar ao sabor das ondas

indiscretas.

 

Uma vontade de ir mais além,

p'ra lá da vida, p'ra lá da morte,

numa busca incessante.

 

Que triste tarde fechada por dentro

caiada de sonhos e cansaços ...



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