O Sangue apodrecido nas
minhas veias
não me deixa cantar a Alma!
Trago fome nos meus dedos.
O vazio que me veste o corpo
não me deixa amar a vida!
Mas outros dias virão...
Eu sou um moribundo!
Calçado de amarguras,
despido de ilusões.
Sou o batente de uma casa,
a baldraga de uma porta,
o erro de um ditado,
um verso por ser verso
que é tonto e rejeitado ...
-
Autor:
Ricardo Maria Louro / Káká Louro (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de fevereiro de 2026 09:55
- Categoria: Triste
- Visualizações: 21
- Usuários favoritos deste poema: Ricardo Maria Louro

Offline)
Comentários2
É um poema marcado por um tom profundamente existencial e sombrio. A voz poética apresenta-se como alguém esvaziado, ferido e desencantado, usando imagens corporais (“sangue”, “veias”, “dedos”) para traduzir uma dor interior e espiritual. A sensação de inutilidade e rejeição (“o erro de um ditado”, “um verso… rejeitado”) reforça a ideia de perda de sentido e identidade. Ainda assim, o verso “Mas outros dias virão...” introduz uma frágil centelha de esperança, sugerindo que, mesmo no desespero, permanece a possibilidade de renovação.
Obrigado caro amigo e poeta. Palavras lindas. Una análise brilhante.
Olá poeta! Versos fortes que expressam algum momento triste que passou
mesmo porque Tudo passa... Tenha uma noite abençoada. Meu abraço fraterno.
Obrigado cara Vilma pelas suas palavras.
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.