Não te sintas tão sozinho
Porque eu estou aqui
E tenho tanto carinho
Desde o dia em que te vi.
Teus olhos cor das mágoas
Dos silêncios do Senhor
São dois peixes, duas águas
Por onde baila o meu amor.
Entre esperança e tempestade
Baila a nossa união
Em momentos de saudade
Há que aprender a dar a mão.
Porque a vida vai passando!
E abraçados à luz da Lua
Assim vamos caminhando
De mãos dadas pela rua.
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Autor:
Ricardo Maria Louro / Káká Louro (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 24 de fevereiro de 2026 08:12
- Categoria: Triste
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Ricardo Maria Louro, José Francisco de Morais

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Comentários1
Este poema apresenta um tom afetuoso, esperançoso e reconfortante, centrado na força do amor como companhia e superação da solidão.
Logo na primeira estrofe, o eu poético assume uma postura protetora e carinhosa: “Não te sintas tão sozinho / Porque eu estou aqui”. Há uma promessa de presença constante, quase como um amparo emocional. O carinho surge como base da relação, estabelecendo desde o início um ambiente de ternura.
Na segunda estrofe, a descrição dos olhos — “cor das mágoas / dos silêncios do Senhor” — introduz uma dimensão mais profunda e espiritual. A imagem de “dois peixes, duas águas” é particularmente rica em simbolismo: pode sugerir fluidez, sensibilidade, profundidade emocional e até uma ligação ao signo de Peixes, tradicionalmente associado à empatia e à emoção. O amor “baila”, isto é, move-se com leveza e harmonia, apesar da melancolia implícita.
A terceira estrofe introduz tensão: “Entre esperança e tempestade”. O amor não é idealizado como algo sem conflitos; pelo contrário, reconhece-se que há momentos difíceis (“momentos de saudade”). No entanto, surge a aprendizagem — “Há que aprender a dar a mão” — revelando maturidade e crescimento dentro da relação.
Por fim, a última estrofe reforça a ideia de companheirismo duradouro. A vida passa, o tempo é inevitável, mas o casal caminha “abraçados à luz da Lua”, símbolo romântico e íntimo. A imagem final — “De mãos dadas pela rua” — traduz simplicidade, união e partilha quotidiana.
Em síntese, trata-se de um poema sobre amor cúmplice e resiliente, onde a presença do outro transforma a solidão em caminhada partilhada. A linguagem é simples, mas carregada de simbolismo afetivo, privilegiando imagens ligadas à água, à luz e ao movimento, que reforçam a ideia de continuidade e harmonia.
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