Queria Morrer Amanhã

Ricardo Maria Louro

Queria tanto morrer amanhã!

Por todos os motivos e mais um

apetecia-me morrer amanhã ...

A Vida fez-me cego e sem

destino ...

Além de todas as clareiras

entregou-me aos precipícios,

aos abismos, aos vales de ilusão,

tecidos pelos dias.

Dia-após-dia, desgosto-após-desgosto,

de mim nada fica neste mundo

quando eu partir.

Nem quero que fique!

Não quero deixar nada!

Esqueçam-se de mim!

Que de vós me esquecerei!

Façam de conta que nunca existi! ...

Porque eu não me lembrarei de

ninguém.

E sacudirei os sapatos do pó deste

mundo!

Nem isso quero levar!

Queria tanto Morrer Amanhã!



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