Convento da Orada

Ricardo Maria Louro



Em plena planície Alentejana
há um edifício antigo que se ergue.
A paz que da fachada ele emana
não deixa indiferente quem lá segue.

Há nele um aroma místico de paz
que atravessa a nossa caminhada,
nas várzeas da solitária Monsaraz
alevantasse o Convento da Orada.

Intimo, extenso, pesado mas profundo ...
No seu silencio escutam-se as vozes
de mil frades perdidos pelo mundo.

E passa o tempo, a vaidade, a solidão,
só não passam os olhos tristes e ferozes
de D. Nuno, junto à cruz, em oração.

Comentários +

Comentários2

  • Maria dorta

    E assim se despenalizam as penas dos Infiéis deste mundo!

    • Joaquim Saial

      É a vida a desenvolver-se... apesar da morte. Muito obrigado pela nota.

    • Joaquim Saial

      Muito bem, caro patrício! grande poema, grande convento e grandes comezainas lá há. Alentejo dá cartas no Brasil. Votos de boa continuação.



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