Comentários recebidos nos poemas por G. Mirabeau
TÃO QUERER
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! O poema constrói uma estética do paradoxo amoroso, onde a intensidade do sentimento gera a necessidade do distanciamento como autodefesa. O ponto central baseia-se na antítese: Quero-te / Não te quero, revelando o medo de ser consumido pelo excesso de desejo. O sentimento é despido de romantismo e associado à dor (fio do cutelo), ao medo e ao isolamento (à solidão aponta o dedo). A paixão é descrita como uma armadilha (ilude em fogo morno) capaz de bloquear saídas e destruir a autonomia do eu lírico (corta o retorno). Ver o ser amado é o ápice da emoção, mas ir além disso significaria a morte da individualidade. O eu lírico prefere a dor controlada da ausência (perder-te) ao perigo da entrega total, escolhendo a renúncia como forma de autopreservação. Parabéns por seu poema! Meu abraço fraterno.
15 de maio de 2026 18:32
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! O poema constrói uma estética do paradoxo amoroso, onde a intensidade do sentimento gera a necessidade do distanciamento como autodefesa. O ponto central baseia-se na antítese: Quero-te / Não te quero, revelando o medo de ser consumido pelo excesso de desejo. O sentimento é despido de romantismo e associado à dor (fio do cutelo), ao medo e ao isolamento (à solidão aponta o dedo). A paixão é descrita como uma armadilha (ilude em fogo morno) capaz de bloquear saídas e destruir a autonomia do eu lírico (corta o retorno). Ver o ser amado é o ápice da emoção, mas ir além disso significaria a morte da individualidade. O eu lírico prefere a dor controlada da ausência (perder-te) ao perigo da entrega total, escolhendo a renúncia como forma de autopreservação. Parabéns por seu poema! Meu abraço fraterno.
15 de maio de 2026 18:32
LIÇÕES
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! Um monólogo de desilusão e autoproteção, onde a voz poética alerta uma figura ingênua sobre a hostilidade do mundo. Tom: Predomina um realismo cético e amargo, construído por meio de uma sequência de questionamentos retóricos implacáveis (Então como quiseras...). Forte oposição entre a vulnerabilidade inicial (pura e nua, criança) e a crueza do ambiente (goela ofídia, mortalhas, desonras). Defende o pragmatismo e o disfarce como ferramentas de sobrevivência social (dar o mel, transforma num camaleão). Versos livres e sem métrica rígida, priorizando o fluxo dramático, o conselho ríspido e o choque de realidade. Parabéns por seu poema! Meu abraço fraterno.
14 de maio de 2026 21:07
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! Um monólogo de desilusão e autoproteção, onde a voz poética alerta uma figura ingênua sobre a hostilidade do mundo. Tom: Predomina um realismo cético e amargo, construído por meio de uma sequência de questionamentos retóricos implacáveis (Então como quiseras...). Forte oposição entre a vulnerabilidade inicial (pura e nua, criança) e a crueza do ambiente (goela ofídia, mortalhas, desonras). Defende o pragmatismo e o disfarce como ferramentas de sobrevivência social (dar o mel, transforma num camaleão). Versos livres e sem métrica rígida, priorizando o fluxo dramático, o conselho ríspido e o choque de realidade. Parabéns por seu poema! Meu abraço fraterno.
14 de maio de 2026 21:07
DAMA NEGRA
Shmuel disse:
Um poema que encara de frente aquela que todos temem.
Abraços
13 de maio de 2026 13:02
Shmuel disse:
Um poema que encara de frente aquela que todos temem.
Abraços
13 de maio de 2026 13:02
DESCOBERTA
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! Este poema carrega um tom existencialista e melancólico, bebendo da fonte do barroco ao refletir sobre a transitoriedade da vida. O autor foca na circularidade do destino humano: viemos do nada e retornamos ao pó, tratando a consciência dessa finitude como uma ferida aberta e inevitável. É uma síntese dolorosa da máxima bíblica e filosófica sobre a nossa natureza inerte e efêmera. Parabéns por seu poema! Meu abraço poético.
12 de maio de 2026 19:30
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! Este poema carrega um tom existencialista e melancólico, bebendo da fonte do barroco ao refletir sobre a transitoriedade da vida. O autor foca na circularidade do destino humano: viemos do nada e retornamos ao pó, tratando a consciência dessa finitude como uma ferida aberta e inevitável. É uma síntese dolorosa da máxima bíblica e filosófica sobre a nossa natureza inerte e efêmera. Parabéns por seu poema! Meu abraço poético.
12 de maio de 2026 19:30
MAR MORTO
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! Seu poema mergulha na complexidade existencial, retratando o ser humano como portador de potências ocultas, caóticas e interrompidas. A obra sugere que, por trás da paz aparente, escondem-se mundos internos profundos e, por vezes, aterrorizantes, simbolizados pela metáfora do mar. Meus parabéns por seu belo poema! Abraço poético.
7 de maio de 2026 20:15
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! Seu poema mergulha na complexidade existencial, retratando o ser humano como portador de potências ocultas, caóticas e interrompidas. A obra sugere que, por trás da paz aparente, escondem-se mundos internos profundos e, por vezes, aterrorizantes, simbolizados pela metáfora do mar. Meus parabéns por seu belo poema! Abraço poético.
7 de maio de 2026 20:15
MEU FUNERAL
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! A estética fúnebre apresentada no poema reflete uma transição entre dois grandes momentos da literatura: o Romantismo e o Simbolismo. O desejo por pompa e clarins ecoa a tradição do século XIX, especialmente o Ultrarromantismo. A ideia de que a morte é o fim de estreito túnel e o acesso à Imensidão... Liberdade! é uma marca forte do Simbolismo. Enquanto os românticos viam a morte como uma fuga da dor terrena, os simbolistas a viam como uma transcendência — o momento em que a alma se liberta da prisão da carne para se unir ao universo. O uso de cores e materiais (o ébano do caixão, o alvo corcel, os cravos vermelhos) remete à sinestesia simbolista, onde os sentidos são estimulados para evocar estados espirituais. Ao pedir para ser lembrado apenas como um viajor que fez uma simples parada, o autor dialoga com o conceito de que a vida é passageira e a morte é apenas um retorno à casa. Essa visão retira o peso trágico do luto pessoal (amor, ódio ou tristeza) e foca na ordem natural específicas e irreverentes sobre seu próprio fim.
Meu abraço poético.
4 de maio de 2026 21:34
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! A estética fúnebre apresentada no poema reflete uma transição entre dois grandes momentos da literatura: o Romantismo e o Simbolismo. O desejo por pompa e clarins ecoa a tradição do século XIX, especialmente o Ultrarromantismo. A ideia de que a morte é o fim de estreito túnel e o acesso à Imensidão... Liberdade! é uma marca forte do Simbolismo. Enquanto os românticos viam a morte como uma fuga da dor terrena, os simbolistas a viam como uma transcendência — o momento em que a alma se liberta da prisão da carne para se unir ao universo. O uso de cores e materiais (o ébano do caixão, o alvo corcel, os cravos vermelhos) remete à sinestesia simbolista, onde os sentidos são estimulados para evocar estados espirituais. Ao pedir para ser lembrado apenas como um viajor que fez uma simples parada, o autor dialoga com o conceito de que a vida é passageira e a morte é apenas um retorno à casa. Essa visão retira o peso trágico do luto pessoal (amor, ódio ou tristeza) e foca na ordem natural específicas e irreverentes sobre seu próprio fim.
Meu abraço poético.
4 de maio de 2026 21:34
ELÊUSIS
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! Este poema é carregado de simbolismo e hermetismo, evocando uma atmosfera de sonho (ou pesadelo) místico. Mergulha na metafísica e no pessimismo clássico. Aura Mitológica: A menção a Elêusis (referência aos mistérios da Grécia Antiga) e à estrela Vega transporta o sofrimento do autor para uma escala cósmica e histórica. O eu lírico navega em um mar escuro de espumas mortas, onde a única luz que resta é um cintilar que penetra o rubor da morte. É uma beleza sombria e decadente. O fechamento com o termo desassossego e a frase a solidão, a mim, só eu concedo revela um espírito que abraça a própria melancolia como uma forma de destino inevitável. É uma obra densa, que lembra a atmosfera de autores como Cruz e Sousa ou Fernando Pessoa (Bernardo Soares). Meu abraço poético.
29 de abril de 2026 20:40
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! Este poema é carregado de simbolismo e hermetismo, evocando uma atmosfera de sonho (ou pesadelo) místico. Mergulha na metafísica e no pessimismo clássico. Aura Mitológica: A menção a Elêusis (referência aos mistérios da Grécia Antiga) e à estrela Vega transporta o sofrimento do autor para uma escala cósmica e histórica. O eu lírico navega em um mar escuro de espumas mortas, onde a única luz que resta é um cintilar que penetra o rubor da morte. É uma beleza sombria e decadente. O fechamento com o termo desassossego e a frase a solidão, a mim, só eu concedo revela um espírito que abraça a própria melancolia como uma forma de destino inevitável. É uma obra densa, que lembra a atmosfera de autores como Cruz e Sousa ou Fernando Pessoa (Bernardo Soares). Meu abraço poético.
29 de abril de 2026 20:40
VERDE VERSO
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! A repetição de Ver de verso, Ver de dentro e Ver de perto, sugere que a poesia exige uma visão que atravessa a superfície. O verde aqui simboliza esperança ou renovação, mas que só é alcançada através de uma análise minuciosa da alma. O eu lírico transita de um desejo de navegação (Navegar entre estes vales) para uma confissão de dor. O vinho desesperado feito das próprias uvas indica que a arte nasce do sofrimento pessoal e do esforço individual no confim dos desamados. Há um tom de melancolia crescente. A menção à casa desabastada e aos dias que levam a nada, evoca uma sensação de vazio existencial e de tempo perdido, onde a madrugada funciona como um espaço de lamentação. Na última estrofe, o poema assume um tom confessional. O autor admite o tempo degenerado e o desespero confesso, revelando que a escrita é, ao mesmo tempo, sua captura e sua libertação sob a luz de luas cumpliciadas. É um poema metalinguístico que usa a cor e o som para explorar a melancolia de um autor que tenta encontrar destino em versos nascidos do desespero. Parabéns pelo poema! Abraço poético.
25 de abril de 2026 19:43
Vilma Oliveira disse:
Boa noite poeta! A repetição de Ver de verso, Ver de dentro e Ver de perto, sugere que a poesia exige uma visão que atravessa a superfície. O verde aqui simboliza esperança ou renovação, mas que só é alcançada através de uma análise minuciosa da alma. O eu lírico transita de um desejo de navegação (Navegar entre estes vales) para uma confissão de dor. O vinho desesperado feito das próprias uvas indica que a arte nasce do sofrimento pessoal e do esforço individual no confim dos desamados. Há um tom de melancolia crescente. A menção à casa desabastada e aos dias que levam a nada, evoca uma sensação de vazio existencial e de tempo perdido, onde a madrugada funciona como um espaço de lamentação. Na última estrofe, o poema assume um tom confessional. O autor admite o tempo degenerado e o desespero confesso, revelando que a escrita é, ao mesmo tempo, sua captura e sua libertação sob a luz de luas cumpliciadas. É um poema metalinguístico que usa a cor e o som para explorar a melancolia de um autor que tenta encontrar destino em versos nascidos do desespero. Parabéns pelo poema! Abraço poético.
25 de abril de 2026 19:43
ATITUDE
Vilma Oliveira disse:
Olá poeta! Boa noite! O autor utiliza elementos como Silício e esferas para descrever as almas, sugerindo algo frio, mineral ou artificial. A espiritualidade é questionada (Anjos não existem?), transformando o sagrado em algo abstrato, estranho e, por fim, morto. A Boca da terra com sua goela de fogo evoca uma imagem saturnina: a terra que gera a vida é a mesma que a consome de forma cruel. Não há acolhimento no solo, apenas o pó do mal. O céu não é um refúgio de paz, mas um amplo deserto de cores conflitantes (azul e vermelho). A existência humana é reduzida à insignificância total: não somos o dono da casa, nem a porta, somos apenas o trinco — um detalhe mecânico e funcional sem autonomia. O uso de paradoxos como: curto claro escuro reto e morte viva, reforça a confusão mental e a agonia de quem tenta entender uma realidade que não faz sentido lógico. O manto roto de fé mostra uma espiritualidade que já não consegue mais aquecer ou proteger o indivíduo. O poema encara a vida como uma atitude da terra morta. É uma visão niilista onde o ser humano é apenas um grão de inquietude em um universo vasto e indiferente. Parabéns pelo poema! Saudações poéticas.
20 de abril de 2026 21:32
Vilma Oliveira disse:
Olá poeta! Boa noite! O autor utiliza elementos como Silício e esferas para descrever as almas, sugerindo algo frio, mineral ou artificial. A espiritualidade é questionada (Anjos não existem?), transformando o sagrado em algo abstrato, estranho e, por fim, morto. A Boca da terra com sua goela de fogo evoca uma imagem saturnina: a terra que gera a vida é a mesma que a consome de forma cruel. Não há acolhimento no solo, apenas o pó do mal. O céu não é um refúgio de paz, mas um amplo deserto de cores conflitantes (azul e vermelho). A existência humana é reduzida à insignificância total: não somos o dono da casa, nem a porta, somos apenas o trinco — um detalhe mecânico e funcional sem autonomia. O uso de paradoxos como: curto claro escuro reto e morte viva, reforça a confusão mental e a agonia de quem tenta entender uma realidade que não faz sentido lógico. O manto roto de fé mostra uma espiritualidade que já não consegue mais aquecer ou proteger o indivíduo. O poema encara a vida como uma atitude da terra morta. É uma visão niilista onde o ser humano é apenas um grão de inquietude em um universo vasto e indiferente. Parabéns pelo poema! Saudações poéticas.
20 de abril de 2026 21:32
BIG BANG
O rei disse:
Do nada não pode vir nada. Se existe o movimento deve existir o \"movente\", certo?
19 de abril de 2026 20:12
O rei disse:
Do nada não pode vir nada. Se existe o movimento deve existir o \"movente\", certo?
19 de abril de 2026 20:12
VERDE VERSO
Sinvaldo de Souza Gino disse:
Legal o seu poema! Você usou bem a figura de Liguagem chamada alteração! Parabéns!
12 de abril de 2026 11:57
Sinvaldo de Souza Gino disse:
Legal o seu poema! Você usou bem a figura de Liguagem chamada alteração! Parabéns!
12 de abril de 2026 11:57
ROBERTO, O INSETO
Shmuel disse:
Que bacana este poema!
Um besouro e uma borboleta e nós aqui na torcida.
Abraços
17 de janeiro de 2026 06:58
Shmuel disse:
Que bacana este poema!
Um besouro e uma borboleta e nós aqui na torcida.
Abraços
17 de janeiro de 2026 06:58
