Arde em mim a chaga aberta
Pela certeza que tenho
Desta minha descoberta
Do lugar de onde venho.
Dói em mim, machuca e aperta,
A verdade de que vou
Para donde já parti,
Aonde ninguém chegou...
A verdade é que seremos,
No meio, princípio ou fim,
Idênticos aos extremos:
Poeira, pó, coisa inerte,
Eternamente assim
Sem nada que nos desperte...
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Autor:
G. Mirabeau (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 12 de maio de 2026 14:23
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 8

Offline)
Comentários1
Boa noite poeta! Este poema carrega um tom existencialista e melancólico, bebendo da fonte do barroco ao refletir sobre a transitoriedade da vida. O autor foca na circularidade do destino humano: viemos do nada e retornamos ao pó, tratando a consciência dessa finitude como uma ferida aberta e inevitável. É uma síntese dolorosa da máxima bíblica e filosófica sobre a nossa natureza inerte e efêmera. Parabéns por seu poema! Meu abraço poético.
Grato pela gentil opinião. O poema tenta descrever nossa efemeridade. Um abraço.
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