Explodiu, sem sons,
A vida, embrião de morte,
Predeterminada
A explodir do nada.
Era Deus ou é?...
Ou somos ateus natimortos
Professos em fé?...
Explodiu o Nada.
Para onde?
Até o fim inexistente
Recriado a cada instante infinito,
Infinitamente no fim das dimensões?...
Nós, órfãos de Deus,
- Que já morreu ou não nasceu...? -
Vamos ao encontro do Pai
No passado-futuro,
Na morte que é nascituro:
Segundo antes do brilho,
Instante após o escuro...
E tudo explode de novo
Pela primeira vez...
Do novo Nada!
Levando ao Caos e aos Tempos,
Ao Deus, à coisa primeva
Que nos lança dessas trevas
- Por um bilionésimo da nada!
-
Autor:
G. Mirabeau (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de abril de 2026 19:46
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
Comentários1
Do nada não pode vir nada. Se existe o movimento deve existir o "movente", certo?
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