Agonia doce,
Brota da terra as almas do Silício,
Mães de meu suplício!
Brota da Terra a alma das esferas.
Bota na terra teus artifícios...
Agonia triste,
Brota dos céus os anjos!
E anjos não existem...?
(E em não serem...
Anjos em quê consistem?...)
E venham logo mortos...
E venham logo tristes...
Boca da terra,
O fogo forte morte viva em sua goela,
O manto roto podre de fé já nos congela
Entre a mentira e a arte:
Pós do mal da terra!
Calma dos céus,
O céu estranho curto claro escuro reto
É abstrato estranho morto quase certo
Em uma vida azul vermelho amplo deserto!...
Agonia morta,
Não somos mais que o trinco de uma porta.
Não somos mais que o grão da inquietude.
Uma atitude...
Da terra morta!
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Autor:
G. Mirabeau (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 16 de abril de 2026 10:56
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
Comentários1
Bonito e profundo poema.
Abraços
Obrigado pela apreciação e comentário. Um abraço.
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