Comentários recebidos nos poemas por Arlindo Nogueira



VOCÊ
Vilma Oliveira disse:

Boa noite poeta! O poema abre com o desejo de gritar no mar entre as ondas gigantes. Essa metáfora sugere que o sentimento do eu lírico é tão vasto que só a imensidão do oceano poderia contê-lo ou camuflar sua declaração. Existe uma barreira entre o querer e o fazer, revelando uma timidez ou medo da rejeição. O ser amado é descrito como um sentimento estranho segredado na tez do meu sonho. Isso coloca a pessoa amada em um patamar quase espiritual ou onírico (dos sonhos), sugerindo que a relação, no momento, vive mais no plano mental e do desejo (tentação do meu beijo) do que na realidade concreta. Na segunda parte, o tom muda de confessional para exortativo. O eu lírico deixa de falar de si para incentivar o outro a viver: viva aventuras, desprenda-se, agarre raios de sol. É um apelo para que a pessoa amada seja livre e intensa, funcionando como um desejo de felicidade que transcende o egoísmo da posse. O final utiliza metáforas naturais e artísticas para descrever a conexão: Sugere trabalho conjunto, doçura e pertencimento. Remete à ideia de que a vida de ambos está sendo escrita e construída simultaneamente. O texto utiliza rimas (como mar/versar, beijo/vejo, bondade/felicidade) que conferem uma musicalidade clássica, embora a ausência de pontuação formal na transcrição dê um fluxo de fluxo de consciência, aumentando a sensação de urgência emocional. Parabéns pelo poema. Meu abraço poético.

22 de abril de 2026 20:25

TIRADENTES - II
Vilma Oliveira disse:

Boa noite poeta! O autor usa conceitos de física e química, como fusões de liga metais, para descrever a força dos ideais de Tiradentes. Isso sugere que a convicção do herói era inquebrável, algo que não se mistura ou se corrompe sob pressão. O poema funciona como uma aula de história versada. Ele cita a data (21 de abril), o contexto econômico (a Derrama e o ouro levado a Portugal) e o lema da Inconfidência (Libertas Quae Sera Tamen). A menção à grafologia e aos arquivos anais, traz um tom investigativo, como se o poema estivesse resgatando a verdade dos documentos antigos. Uma das imagens mais belas do texto é ver o Brasil como um atelier e os patriotas como artesãos. Isso transforma a luta política em uma forma de arte, onde a liberdade é a obra que está sendo esculpida. O uso de rimas ricas (como incontinente/Tiradentes e fidalguia/tardia) mantém um tom solene, apropriado para um hino ou homenagem a um patrono nacional. É um poema de exaltação cívica, que tira o herói do monumento de pedra e o humaniza através de seus ideais e do sacrifício pela liberdade. Parabéns por seu belo poema! Grata por sua percepção sensível aferidos aos meus poemas. Saudações poéticas.

21 de abril de 2026 21:01

FIGURAS DE LINGUAGEM
Vilma Oliveira disse:

Olá poeta! Boa noite! O autor utiliza a técnica da intertextualidade para construir o sentido: O título cita o famoso soneto de Luís de Camões, mas o corpo do texto subverte essa expectativa clássica ao trazer elementos modernos. A menção aos nenúfares de Monet e às pinturas ao ar livre estabelece uma atmosfera impressionista, onde a realidade é filtrada pela percepção e pela cor. A referência ao Titanic serve como metáfora para a perda, a saudade e a fragilidade humana diante da fatalidade e da morte. As primeiras estrofes oscilam entre a sofisticação (champanhe servido de luva) e a crueza do destino (cenas fortes, naufrágio da morte). Esse contraste sugere que a vida e o amor são feitos tanto de momentos de celebração quanto de perdas inevitáveis. Na parte final, o poema assume um tom mais metalinguístico: O autor sugere que a existência humana não é literal; somos construções feitas de histórias, gírias e sonhos. Mesmo com referências a naufrágios e machucados, a mensagem final é de persistência (marchamos unidos). A imagem da asa da ave e do canto do bem-te-vi traz uma nota de esperança e superação. O texto flerta com a liberdade formal. Há um uso curioso de pleonasmos intencionais (desciam pra baixo e subiam pra cima), que reforçam o movimento cíclico da vida ou o balanço das ondas do mar, e o uso de gírias (atrás vem gente) que ancora o poema na realidade brasileira urbana. É um poema sobre a transitoriedade. Ele usa o mar como o grande símbolo da vida: ora é um poço de bondade, ora é uma força que provoca o naufrágio da morte. Parabéns pelo poema! Saudações poéticas.

18 de abril de 2026 20:36

VALE VERDE
Vilma Oliveira disse:

Olá poeta! Boa noite! O poema funciona como um tributo à comunidade do Povoado Argenta (Km 10). Ele exalta as raízes locais e o sentimento de união. A metáfora central compara o lugar a um convés de um navio, sugerindo que os imigrantes e seus descendentes navegaram pela história até ancorarem naquele vale. Uma característica marcante é a listagem de sobrenomes (Argenta, Ceconelo, Ronsoni, etc.). Isso transforma o poema em um documento histórico-afetivo, onde: A menção a figuras como o Professor e o Pescador destaca o papel social de cada membro na construção da comunidade. O Vale Verde: Representa a fertilidade da terra e a esperança (plantando sementes de amor). A menção à Santa Pedancino (referência a Nossa Senhora do Pedancino, padroeira ligada à imigração italiana) reforça a base cultural e espiritual que mantém os moradores unidos em rede. Simples e direta, típica da poesia popular e regional. O uso de rimas (como Erechim/Modzinski, amor/Pescador) confere uma musicalidade que facilita a declamação em eventos comunitários. É uma ode celebrativa, marcada pelo orgulho (São os donos desse vale verde) e pelo reconhecimento do esforço dos antepassados. Em resumo, é um poema de exaltação local, que utiliza a memória das famílias para fortalecer os laços de amizade e vizinhança no presente. Parabéns pelo poema! Saudações poéticas!

13 de abril de 2026 20:39

CAMILA DE FLORIPA
Vilma Oliveira disse:

Olá poeta! Boa noite! O autor utiliza o recurso da personificação. Camila não apenas nasceu na ilha; ela é o eu lírico da ilha. Ao dizer que ela encanta Floripa, o poema cria uma simbiose onde a beleza da mulher e a beleza da capital se confundem. O texto funciona como um mosaico da memória catarinense. Cita desde os homens do sambaqui (pré-história) até figuras coloniais como Dias Velho e políticas como Hercílio Luz e Floriano Peixoto. Essa profundidade dá ao poema um caráter educativo e patriótico. A menção às bruxas, lobisomens e ao mestre Franklin Cascaes resgata a alma mística da Ilha da Magia. O autor entende que a identidade de Floripa não é feita só de concreto e mar, mas de lendas açoriana. O poema mapeia a cidade visualmente: o mangue do Itacorubi, a Ponte Hercílio Luz, as dunas e o Morro da Cruz. Há também a curiosidade histórica da visita de Saint-Exupéry (Antoine Sant), que liga a ilha à literatura universal. A métrica e as rimas (como Floripa/bonita/agita) dão um tom de oralidade e proximidade, lembrando a maneira como os manezinhos contam suas histórias: com ritmo, orgulho e hospitalidade. Meus parabéns pelo poema! Saudações poéticas.


11 de abril de 2026 20:19

JULIA DE FLORIPA  
Neiva Dirceu S. Machado - @(ND) disse:

Seus poemas são belos e com um hitórico de magia... Amei passar por aqui... Gratidão pela partilha!

11 de abril de 2026 09:20

CAMILA DE FLORIPA
Neiva Dirceu S. Machado - @(ND) disse:

Linda homenagem...

11 de abril de 2026 09:18

JULIA DE FLORIPA  
Vilma Oliveira disse:

Olá poeta! Boa noite! Este poema é um manifesto de identidade e pertencimento. Julia não apenas mora em Florianópolis; ela é a própria geografia, fauna e cultura da Ilha da Magia. O poema usa metáforas orgânicas potentes. Julia se define como cacho de uva, bico de beija-flor e até fenômeno meteorológico (Cumulonimbus). Ela é um elemento vivo da paisagem. A letra é um mergulho nas raízes locais. Ao citar o berbigão, o Sambaqui, o Vento Sul e a gastronomia (tainha e ostra), o texto valida uma identidade cultural muito específica e resistente. A menção a Cruz e Sousa (o Cisne Negro do Simbolismo, nascido em Desterro) e às histórias de magos e bruxas (referência ao folclore de Franklin Cascaes) eleva a personagem de uma simples moradora a uma herdeira da mística da ilha. O encerramento com a Ponte Hercílio Luz e o Morro da Cruz funciona como uma assinatura geográfica, consolidando Julia como o próprio passaporte da cidade. É um texto vibrante que transforma o mapa de Floripa em um corpo humano. Parabéns pelo poema! Saudações poéticas. (Eu já morei em Floripa, atualmente resido em Blumenau)


10 de abril de 2026 20:33

LEMBRANÇAS
Arthur Santos disse:

A memória é o nosso maior bem bem imaterial.
Belo poema. Abraço.

8 de fevereiro de 2026 10:03

SETE ANOS DA JULIA
Oswaldo Jesus Motta disse:

Parabéns, Poeta!

7 de fevereiro de 2026 15:48

RIO JACUTINGA
Arlindo Nogueira disse:



12 de novembro de 2025 18:38

MENINA FLOR
LEIDE FREITAS disse:

Muito bonito. Boa Noite!

29 de setembro de 2025 20:28

REGGAE  
Edileusa lima disse:

Gostei da poesia. Parabéns

25 de abril de 2025 06:59

JEITO DE AMAR
Marcelo Eduardo de Oliveira disse:

Gostei! Tema dificil, posto que já muito explorado na literatura. Mas você conseguiu me emocionar , principalmente na ultima estrofe. Valeu!

29 de dezembro de 2024 08:29

REJUVENECER
Arlindo Nogueira disse:



22 de dezembro de 2024 17:17

PAPAI  
Arlindo Nogueira disse:

Olá Lilian! Obrigado pelo carinho, você também é notável em Brumas, quando diz: \"Há um mistério que envolve o teu ser, Afagando o meu coração neste querer\". Meus aplausos a você!

12 de agosto de 2024 22:01

PAPAI  
Lilian Fátima disse:

Notável expressão poética ?

11 de agosto de 2024 19:37

PAPAI  
Sezar Kosta disse:

Ser pai não é tarefa fácil, é verdade, há momentos de dúvida e ansiedade, mas quando os vemos sorrir e crescer, todas as dificuldades parecem se desfazer. Guiar seus passos, ensinar-lhes o caminho, é uma honra e um privilégio que nos deixa enlevados. Observar suas conquistas, suas vitórias, nos enche de orgulho, de alegrias e de glórias.

11 de agosto de 2024 09:32

DIA DO MOTORISTA
Lilian Fátima disse:

Bacana! Um abração a todos motoristas e parabens pela poesia.

26 de julho de 2024 11:53

GUERRA DE TROIA
Shmuel disse:

Que bacana esta poesia - resenha sobre a tão famosa guerra de Troya.
Parabéns! Adoro mitologia e sou apaixonado pelo conduta reta do herói Heitor, que padeceu pela força descomunal do também grande herói Aquiles.

Abraços ao poeta!

16 de julho de 2024 23:45

FLOR DE CACTO
Shmuel disse:

Gostei demais! Um texto bucólico, com um visível zelo no trato das palavras.
Parabéns poeta, Arlindo Nogueira!

1 de julho de 2024 23:21

SAUDADE VALEU A PENA
Maria dorta disse:

Que beleza de poema: tem etiologia, explicações adicionais além da qualidade poética e beleza de expressão. Aplausos de pé!

2 de junho de 2024 11:34

TRANSLINEAR DA VIDA
Mariany A.N Dutra disse:

Belíssima e encantadora poesia! Parabéns poeta! Sua descrição auto explicativa clareou bastante as interpretações da poesia... Adorei!

Bom fim de Semana para você e sua família!

Abraço!

25 de maio de 2024 14:42

SOU A ILHA DA MAGIA
Bernardo Pacheco disse:

Lindo poema!!! Como manezinho eu tenho orgulho de falar que este poema conseguiu exprimir ao menos um pouco do que é ser manezinho, do que é a nossa ilha da magia!!!

Abraços mó querido!

10 de maio de 2024 00:37

EU e VOCÊ
Maria dorta disse:

Parabéns pela bela praia. Se vier ao Nordeste poderá também conhecer praias lindas de cair o queixo e sempre com águas mornas!

30 de março de 2024 20:47

EU e VOCÊ
Maximiliano Skol disse:

Meu prezado amigo Arlindo, encontrei uma amiga da família, aniversariante hoje (17 anos); e mora em Jurerê. Diz ela que vai, amiúde, de bicicleta e com o seu cachorro à praia por ser linda demais.
Parabéns pela merecida homenagem à beleza local.
Um forte abraço.

30 de março de 2024 15:01

LEMBRANÇA
Altofe disse:

Parabéns poeta, a lembrança é importante, haverá um tempo em que tornar-nos-emos uma lembrança para alguém, então que nos esforcemos para que sejam boas. Abs.

25 de fevereiro de 2024 19:00

JULIA 5 ANOS
LEIDE FREITAS disse:

Parabéns pela neta e poema!

Boa noite!

14 de fevereiro de 2024 20:00

CARNAVAL
LEIDE FREITAS disse:

Excelente poema histórico.
Obrigada por compartilhar, caro Arlindo Nogueira.

Boa noite e até breve!

14 de fevereiro de 2024 19:45

CARNAVAL
Lia Graccho Dutra disse:

Boa tarde, Mestre Arlindo!

Realmente, o Carnaval faz
parte da cultura brasileira.
E, você escreveu lindamente
sobre esse evento.
Parabéns e palmas!
Carinhoso abraço,
Lia

14 de fevereiro de 2024 12:37

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