TIRADENTES - II

Arlindo Nogueira



Tiradentes foi um pioneiro 

É homem que não sucumbe

De ideais que não se fundem

Tipo as fusões de liga metais

Brisa do mar seus vendavais

Em furacões de pensamentos

Que sacodem os monumentos

No translinear desses mortais

 

Estudos feitos em grafologia

Descobrem algo e dão sinais

De registros e arquivos anais

Que apontam rumos no além

São inscrição que hoje se tem

Gravadas em linda bandeira

Nossa Inconfidência Mineira

“Libertas Quæ Será Tamen”

 

Foi vinte um do mês de abril

Que nos reportam à fidalguia

A Liberdade, ainda que tardia

Sob uma derrama incontinente

Valor ouro proporcionalmente

Era levado ao reino de Portugal

Foi retirado do Brasil colonial

Do que se insurgiu o Tiradentes

 

Simboliza Bandeira Brasileira

O Patrono Alfares Tiradentes

Lutou pela liberdade da gente

Até sua morte veio acontecer

Fazendo do Brasil um atelier

Dos artesões da pátria amada

Que fitaram a história tatuada

Joaquim José da Silva Xavier 

  • Autor: Arlindo Nogueira (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 21 de abril de 2026 12:42
  • Comentário do autor sobre o poema: Escrevi a Poesia “Tiradentes - II” em homenagem a Joaquim José da Silva Xavier, dentista que ficou conhecido por Tiradentes. Ele ficou órfão de sua mãe aos nove anos de idade e perdeu o pai aos onze anos, sendo criado por seu padrinho, que ensinou seu afilhado o ofício de dentista, em Vila Rica, atual Ouro Preto, em MG. No século XVIII ocorria a Inconfidência Mineira, um movimento liderado por Tiradentes que possuía a ideologia necessária para libertar o Brasil da monarquia portuguesa. Na cidade onde Tiradentes vivia eram extraídas pedras preciosas e muito ouro, o que fazia com que os portugueses se apossassem destes bens, comercializando-os na Europa, gerando lucro à custa das riquezas do Brasil. Os impostos cobrados pela monarquia eram (o quinto) e a população resolveu se libertar das imposições vindas do governo português. O imperador ficou sabendo do ocorrido no Brasil, decretando a prisão dos inconfidentes. Tiradentes tentou defender seus amigos, e assumiu a responsabilidade pelo movimento, e acabou sendo condenado a morte. No dia 21 de abril de 1792, Tiradentes passou por um grande mártir, por um trajeto que levava até a cadeia onde foi enforcado. Tiradentes entrou assim, para a história brasileira como um grande homem, que buscou a liberdade de sua nação. Sendo assim, podemos considerar Tiradentes como um grande herói do Brasil, em uma época em que o país estava sendo explorado por Portugal.
  • Categoria: Fantástico
  • Visualizações: 5
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Comentários1

  • Vilma Oliveira

    Boa noite poeta! O autor usa conceitos de física e química, como fusões de liga metais, para descrever a força dos ideais de Tiradentes. Isso sugere que a convicção do herói era inquebrável, algo que não se mistura ou se corrompe sob pressão. O poema funciona como uma aula de história versada. Ele cita a data (21 de abril), o contexto econômico (a Derrama e o ouro levado a Portugal) e o lema da Inconfidência (Libertas Quae Sera Tamen). A menção à grafologia e aos arquivos anais, traz um tom investigativo, como se o poema estivesse resgatando a verdade dos documentos antigos. Uma das imagens mais belas do texto é ver o Brasil como um atelier e os patriotas como artesãos. Isso transforma a luta política em uma forma de arte, onde a liberdade é a obra que está sendo esculpida. O uso de rimas ricas (como incontinente/Tiradentes e fidalguia/tardia) mantém um tom solene, apropriado para um hino ou homenagem a um patrono nacional. É um poema de exaltação cívica, que tira o herói do monumento de pedra e o humaniza através de seus ideais e do sacrifício pela liberdade. Parabéns por seu belo poema! Grata por sua percepção sensível aferidos aos meus poemas. Saudações poéticas.

    • Arlindo Nogueira

      Olá Poetisa Vilma Oliveira! Gratidão pelas sábias palavras e ilibado conhecimento poético. Você é uma artesã, suas poesias são forma de arte, além da palavra, seus poemas podem se manifestarem em formas de arte diferentes. Eu vejo na sua poesia a "pintura" e a "escultura", pelas características de beleza e sensibilidade. Seu soneto "Noites de Insônia", há relíquias além das palavras, já na 1a. estrofe: "Continuadas noites passo acordada e alerta",
      "Na doce espera que tu venhas me encontrar", "Deixo o meu quarto com a porta entreaberta", "Fico à espreita para que tu possas entrar...!" Lendo esses versos, me transporto para um quarto, meia luz, cama desarrumada, porta entre aberta, vento entrando, a ringir os batentes da porta e balançar as cortinas da janela... A tua poesia tem o dom de nos enriquecer com palavras e ao mesmo tempo podemos brincar com elas, criando formas, cujo o equilíbrio nos apoia em conhecimentos científicos. Parabéns por dividir sua sapiência poética com a gente!



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