A Camila nasceu na orla do mar
Da linda Capital Santa Catarina
Bruxa a cavalo de nós nas crinas
Ilha da magia Ponte Hercílio Luz
Istmo que para península conduz
Maior mangue urbano Itacurubi
1° habitante homem de sambaqui
Beira Mar Norte Morro da Cruz
A Camila é o Eu lírico dessa Ilha
Tal qual dunas e corais em aterros
E sob a Nossa Senhora do Desterro
Ela encanta Floripa de noite de dia
A beleza marítima a todos contagia
Há mais de cem praias nesse paraíso
Até Dom Pedro I deixou o seu inciso
Na 1ª. rua calçada da Ilha da Magia
Também visitou a Ilha Antoine Sant
Famoso escritor do Pequeno Príncipe
Literatura infantil que o tempo resiste
Menino do asteroide do deserto Saara
E Fernão Dias Velho plantou sua seara
Fundando Nossa Senhora do Desterro
O primeiro povoado dos marinheiros
Impulso da Ilha que nunca mais para
Já na luz do Governador Hercílio Luz
Desterro proclamou-se Florianópolis
Era tempos de guerra tipo Nicópolis
Uma Batalha que na Europa se agita
Império Otomano que sua regra dita
Semelhante aqui cidade de açorianos
Sobre as regras do Marechal Floriano
Institui-se a linda e carinhosa Floripa
A Camila é a própria Ilha da Magia
De influência açoriana manezês de fé
Que convida os turistas para um café
E conhecer as praias de dunas e corais
Das bruxas e lobisomens dos ancestrais
São lendas e mitos da pujante Floripa
Cidade litorânea uma das mais bonita
Escrita em livros de Franklin Cascaes -
-
Autor:
Arlindo Nogueira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 11 de abril de 2026 01:24
- Comentário do autor sobre o poema: Escrevi a Poesia “CAMILA DE FLORIPA” homenageando minha netinha, que nasceu aqui, nessa magia de Ilha. Quando li o Conto Mulheres Bruxas Atacando Cavalos, de Franklin Cascaes, famoso escritor de Florianópolis. O conto falava que na Ilha da Magia era muito comum o ataque das mulheres bruxas extra-terrenas, para trançar as crinas e chupar o sangue dos cavalos. Diante dessas lendas e mitos, escrevi essa poesia, que por certo a Camila se encantará ao conhecer essa historiografia de Florianópolis. Na verdade, o poema é um estudo e interpretação das fontes históricas e dos modos operandi do descobrimento e criação de Floripa. Por conseguinte, a cidade possui uma rica história que remonta aos tempos pré-coloniais, com vestígios arqueológicos indicando ocupação pelo Homem de Sambaqui desde aproximadamente 4800 a.C. A ilha se desenvolveu significativamente ao longo dos séculos, tornando-se capital de Santa Catarina em 1823 e passando por urbanização intensa no século XX, com expansão econômica e grande aumento populacional. Florianópolis, em 2014, foi considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) uma das "cidades criativas" do Brasil. Já em 2024, Florianópolis foi oficialmente reconhecida como a capital mais segura do País, segundo o Atlas da Violência, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Portanto, nossa poesia só veio acalorar mais, essa pujante cidade do litoral de Santa Catarina. Boa leitura do Poema Camila de Floripa, uma homenagem ao gentílico florianopolitano.
- Categoria: Amor
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Vilma Oliveira

Offline)
Comentários2
Linda homenagem...
Olá Poetisa Neiva! Obrigado pelo seu comentário, seu carinho e sensibilidade poética. Seus poemas também são dignos de aplausos, como "O retalio e a linha", poema que exterioriza o tipo "mecanorreceptores sensoriais", que estimula o poeta sentir uma metáfora em sinais tateáveis. Isso se constata já na primeira estrofe do seu poema:
*O retalho e a linha da vida*
*Se refaz todos os dias*
*A linha cria estradas
como labirintos*
*Na passarela da existência*
Parabéns e Gratidão!
Olá poeta! Boa noite! O autor utiliza o recurso da personificação. Camila não apenas nasceu na ilha; ela é o eu lírico da ilha. Ao dizer que ela encanta Floripa, o poema cria uma simbiose onde a beleza da mulher e a beleza da capital se confundem. O texto funciona como um mosaico da memória catarinense. Cita desde os homens do sambaqui (pré-história) até figuras coloniais como Dias Velho e políticas como Hercílio Luz e Floriano Peixoto. Essa profundidade dá ao poema um caráter educativo e patriótico. A menção às bruxas, lobisomens e ao mestre Franklin Cascaes resgata a alma mística da Ilha da Magia. O autor entende que a identidade de Floripa não é feita só de concreto e mar, mas de lendas açoriana. O poema mapeia a cidade visualmente: o mangue do Itacorubi, a Ponte Hercílio Luz, as dunas e o Morro da Cruz. Há também a curiosidade histórica da visita de Saint-Exupéry (Antoine Sant), que liga a ilha à literatura universal. A métrica e as rimas (como Floripa/bonita/agita) dão um tom de oralidade e proximidade, lembrando a maneira como os manezinhos contam suas histórias: com ritmo, orgulho e hospitalidade. Meus parabéns pelo poema! Saudações poéticas.
Olá Poetisa Vilma! Seu comentário na poesia da Camila, é um poema com o poder de tocar o coração. A palavra "personificação", exteriorizada no seu comentário, atribui a nossa poesia, sensações, sentimentos, comportamentos, características, que são essenciais da Camila. Gratidão pela sua sensibilidade, a qual é notada em seus poemas, como "Asas do Vento", em versos que dizem: *Se essa voz do vento murmurasse*, *Se o silêncio da noite despertasse*, *Cada estrela do céu não se apagasse*, *Ao ver-me sem a Luz da tua Vida!*. São versos que atravessam o tempo e desperta sensações infinitas aos leitores das suas obras. Parabéns! Obrigado pelo carinho!
Obrigado!
Boa noite caro amigo poeta Arlindo Nogueira!
Eu agradeço imensamente por suas palavras sinceras de incentivo e carinho.
Tenho apreciado seus poemas e sua forma de homenagear Floripa é impressionante.
Que Deus sempre abençoe você e seus familiares.
Um grande abraço!
Obrigado Vilma! Igualmente Deus o abençoes sempre, você é uma poetisa sensacional.
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