As lembranças são elos perdidos
Esquecidos nos tuneis do tempo
Tal qual os parapentes ao vento
Sentimento de voar sem ter asas
Cinzas dum queimar sem brasas
Que arrasam vidas em desatinos
As lembranças não se combinam
São destinos que fogem das casas
Lembrança substantivo guardado
Daquele passado que só você sabe
São enigma que no peito não cabe
Recordações da flor do beija-flor
Sensações que dói sem sentir dor
Lembranças são águas passadas
São vidas vividas experienciadas
Recordar é viver sonhos de amor
As lembranças indicam passado
Arquivado que ninguém destrói
Dor ao lado não se sabe onde dói
São pontes pênsis estradas puídas
Pisadas pelo tempo na sua partida
Lembranças da flor duma pessoa
Que passou remando numa canoa
Nas águas correntes do rio da vida
-
Autor:
Arlindo Nogueira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 24 de janeiro de 2026 19:35
- Comentário do autor sobre o poema: Escrevi a Poesia “Lembranças”, refletindo sobre esse substantivo feminino de recordação. Lembrar é rever o que está guardado na memória; é recordar uma experiência já vivida ou, que expressa uma situação já passada. Lembrança é algo que fica presente na memória, por exemplo: um acontecimento, que nos marcou e volta a nossa mente como um fato remoçado. Porém, podemos pensar em lembranças como âncoras, que em alguns momentos servem para a segurança do navio, mas em outros são apenas um atraso e até mesmo algo que puxa para trás. Boa leitura da nossa poesia e boas lembranças a recordar.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.