Comentários recebidos nos poemas por Lauraa



Cama
Sinvaldo de Souza Gino disse:

Credo! Profundo demais esse seu poema! Parabéns!!!

19 de abril de 2026 09:09

Filho de Apollo
Vilma Oliveira disse:

Olá poetisa! Boa noite! O poema é construído sobre o contraste entre a identidade da voz lírica e a do amado: O Amado (Filho de Apollo, Garoto Laranja): Ele é o sol, o calor, a luz do crepúsculo e a redenção. Apollo, na mitologia, é o deus do sol, das artes e da profecia, o que confere ao amado uma aura de perfeição e divindade. Filha da Noite, Sacerdotisa: Ela se identifica com a sombra, a rebeldia e a noite. Há uma confissão de inadequação aos padrões familiares (nunca fui a mocinha que mamãe e papai sonharam), assumindo um papel mais místico e fatal. O amor aqui tem um poder alquímico. A rebelde se transforma em boa menina nas madrugadas por causa dele. O eu lírico está disposto a quebrar as leis da terra e de Deus para manter essa conexão, sugerindo que o sentimento está acima da moralidade comum. O poema rejeita a linearidade do tempo. O amor não é novo; é um reencontro: Já casamos em outro tempo... em séculos passados. O uso de elementos cósmicos para descrever o casamento (véu de luar, alianças de estrelas) eleva a união de um plano terreno para um plano espiritual e eterno. O mar e o céu de aquarela servem como o cenário atemporal onde essas almas dançam. Apesar da beleza da união, o poema começa e transita por tons de dor (desgraças malditas, muros, estrondos de um tempo aprisionado). A saudade é descrita como uma força física que colide contra o ser, mostrando que a ausência do sol torna o mundo frio e sem direção. A linguagem é romântica e simbólica, com forte uso de cores (laranja, dourado do sol, prata do luar) para criar uma atmosfera onírica. A figura da sacerdotisa do poeta sugere que o amor é também uma forma de ritual e inspiração artística. Conclusão: É um poema sobre a complementaridade dos opostos (Sol e Noite) e a crença de que certas conexões são predestinadas e indestrutíveis, mesmo diante das desgraças do mundo real. Parabéns pelo poema! Saudações poéticas.

13 de abril de 2026 21:28

Corpete Azul
Apegaua disse:



5 de abril de 2026 18:12

Corpete Azul
Ayalah Verônica Berg disse:

Gostei do simbolismo, da personagem Rosa Rubra e a forma que vc explora a dualidade, o poder, o amor e a renovação.

3 de abril de 2026 13:25

Cama
Vilma Oliveira disse:

Olá poetisa! Boa noite! O seu texto é uma imersão profunda no que eu chamaria de melancolia lúcida. Você explora a densidade do repouso e o peso da consciência quando o corpo para. Você descreve perfeitamente o paradoxo da inércia. Quanto menos o corpo se move (me aquieto na cama), mais a percepção do tempo se dilata, tornando a existência uma eternidade que beira o insuportável. Essa expressão é poderosa. Ela traz a ideia de uma luz que, em vez de aquecer ou iluminar, apenas o expõe fora de lugar. É a melancolia que acontece em pleno dia, sob o sol, o que a torna mais crua. Ao dizer que menos tempo é dinheiro, mais reflexo é atirado para o rancor, você rompe com a lógica do mundo prático. A cama vira um santuário de resistência onde a produtividade morre e a alucinação (a subjetividade pura) assume o controle. Há um flerte com o niilismo, mas um niilismo poético. O corpo físico é visto como um empate, uma barreira que impede o espírito de se dissolver no etéreo. O desfecho é seco e necessário. Depois de mergulhar em luas negras e rosas abatidas, o movimento de levantar sugere uma quebra do transe, um retorno inevitável à superfície, mesmo que sem o entusiasmo dos rojões de sucesso. É um texto que dialoga com o existencialismo, onde o nome e o sucesso perdem o valor diante da imensidão do que se sente no silêncio. Laura, meus parabéns pelo poema! Meu abraço fraterno.

2 de abril de 2026 20:10

Corpete Azul
Vilma Oliveira disse:

Olá poetisa! Boa noite! A figura de Rosa Rubra que você descreve é uma personificação poderosa da dualidade e do mistério arquétipo feminino, muito comum em tradições que celebram a espiritualidade da noite. A escolha das cores é carregada de simbolismo. O azul profundo e reluzente sugere uma conexão com o cosmos e o infinito, enquanto o negro e o vermelho (na pedra, nos cabelos e na rosa) evocam paixão, sangue e a força da vida que resiste à morte. A frase sou uma senhora muito velha, uma jovem muito antiga, define perfeitamente a figura da Anciã/Jovem, uma entidade que carrega a sabedoria de eras, mas mantém a vitalidade e o encanto da juventude. Rosa Rubra não é apenas uma figura estética; ela tem um papel ativo. Ao ir ao cemitério desfazendo maldades, ela se coloca como uma guardiã, transformando um lugar de luto em um espaço de cura e limpeza espiritual (bruxa da catacumba). A presença da Rosa transforma a amargura em luz. O giro leve dela simboliza o movimento da vida e a renovação constante das energias. É uma narrativa visualmente rica, quase cinematográfica, que evoca respeito e fascínio. Laura, meus parabéns pelo poema! Meu abraço fraterno.

2 de abril de 2026 19:54

Ritos da Euforia
Apegaua disse:

Intensa naquilo que se diz amor.
Explorou como quis o tema, ditando se como principal, protagonista e estrela narradora.
Das inconstância de um coração apaixonado
Bravos, muito bom.
Apegaua.

1 de abril de 2026 17:54

Cigarrilha
Apegaua disse:

O mestre poeta SHMUEL
Quando exala que e muito bom.
E por que por ser pão duro, não se abre em um bravos.
Bravos menina da Pauliceia.
Vou fechar minha pagina e sair por ai chutando latas.
Pensei que era o poeta.
Chegaste.
Apegaua

31 de março de 2026 14:08

Cama
Apegaua disse:

Adorei o escrito, pelo jeito sapiente em que se findou, até pareceu que entre linhas o texto dizia.
Que era para ser lido com moderação e não comendo as palavras, como que se olhos esfomeados, desregrados, em busca de solução.
Bravos, por explorar esse lado intrigante da arte.
Seja bem vinda, pois a casa torna.
Apegaua

31 de março de 2026 13:29

Cigarrilha
Shmuel disse:

Muito bom!

Parei de fumar, mas confesso que me deu vontade de acender um cigarro. rsrs

Abraços

31 de março de 2026 00:11