Transformação:
Te deito em lençol de covas quentes.
Mordo. O mundo cala.
Bebo tua morte em goles lentos,
rubi quente que reza na minha língua.
Tua última pulsação é minha oração, a lua é hóstia fria sobre a torre.
Visto luto por costume, não por perda.
O veludo me abraça como cripta,
Tenho sede de algo que não é água.
É rubi líquido, é salmo proibido,
que corre quente sob a pele dos vivos
e canta quando encontra meus dentes.
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Autor:
Lhidria, a rosa rubra. (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de maio de 2026 10:05
- Comentário do autor sobre o poema: Tive sonhos perturbadores, dos quais me inspiraram a fazer este poema. Se quer saber dos tais sonhos perturbadores, aqui estão: Eu sonhei que eu bebia sangue com uma coisa meio preta, tinha um gosto horrível, eu deixei de lado, e fui me esconder no armário com dois gêmeos de tranças, mas o cachorro sentiu nosso cheiro, depois eu tava em casa e eu tinha ganhado do cachorro, e eu joguei o resto da bebida de sangue na pia, mas aí eu tive que beber denovo porque alguém tava vindo, e eu fiquei com ânsia de vômito, quase vomitando, e eu fui cambaleando pra sala de estar, eu cai de joelhos, e tinham vozes no fundo perguntando "quem é o melhor?"Eu tenho certeza que já sonhei comigo bebendo sangue, ainda essa noite, parecia o contrário desse sonho, o sangue tinha o mesmo gosto horrivel mas parecia tolerável, o cachorro perseguindo era divertido, estava claro, não escuro como no outro sonho.
- Categoria: Gótico
- Visualizações: 6
- Em coleções: Bruxa maldita.

Offline)
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