Corpete azul:
corpete azul profundo e reluzente, saia negra como a noite, adornada com babados de um azul escuro que dança na brisa. Ombros nus, revelando a pele como um mistério, um colar com uma pedra vermelha, em detalhes azulados, brilha como um coração pulsante. Cabelos vermelhos como uma flor, olhos castanhos esverdeados, lábios finos, vestidos de batom negro, assim ela avança, envolta em seu perfume de flor.
Sou eu, rainha da madrugada, soberana da noite. Para aqueles que não me conhecem, escutam murmúrios nas ruas: sou uma senhora muito velha, uma jovem muito antiga. Uns me amam, outros me odeiam; sou eu, Rosa Rubra, boa noite, meu povo.
Caminho pela rua, espalhando meu encanto, abençoando as almas certas com a energia de uma Deusa. Giro, leve, com a rosa no cabelo, presente de um amor que nunca se apaga.
Rosa, querida Rosa, para onde vais?
Vou ao cemitério, desfazendo maldades, sou a bruxa da catacumba, rainha da noite e senhora da manhã. Aqueles que são meus amigos nunca mais conhecerão a amargura, pois em meu caminho, a luz sempre renasce!
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Autor:
Lhidria, a rosa rubra. (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 2 de abril de 2026 17:20
- Comentário do autor sobre o poema: Sou ocultista, taróloga e bruxa. Passei por muitas experiências incríveis tanto dentro da minha área quanto fora, hoje foi a vez de referenciar a grande mulher da minha vida, Rosa Rubra!
- Categoria: Espiritual
- Visualizações: 3
- Em coleções: Bruxa maldita.

Offline)
Comentários1
Olá poetisa! Boa noite! A figura de Rosa Rubra que você descreve é uma personificação poderosa da dualidade e do mistério arquétipo feminino, muito comum em tradições que celebram a espiritualidade da noite. A escolha das cores é carregada de simbolismo. O azul profundo e reluzente sugere uma conexão com o cosmos e o infinito, enquanto o negro e o vermelho (na pedra, nos cabelos e na rosa) evocam paixão, sangue e a força da vida que resiste à morte. A frase sou uma senhora muito velha, uma jovem muito antiga, define perfeitamente a figura da Anciã/Jovem, uma entidade que carrega a sabedoria de eras, mas mantém a vitalidade e o encanto da juventude. Rosa Rubra não é apenas uma figura estética; ela tem um papel ativo. Ao ir ao cemitério desfazendo maldades, ela se coloca como uma guardiã, transformando um lugar de luto em um espaço de cura e limpeza espiritual (bruxa da catacumba). A presença da Rosa transforma a amargura em luz. O giro leve dela simboliza o movimento da vida e a renovação constante das energias. É uma narrativa visualmente rica, quase cinematográfica, que evoca respeito e fascínio. Laura, meus parabéns pelo poema! Meu abraço fraterno.
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