Morre o poeta Ernesto Cardenal, aos 95 anos

O poeta, e também sacerdote, Ernesto Cardenal morreu no domingo (01/03) em Manágua, capital da Nicarágua. Segundo fontes próximas do nicaraguense, sua morte foi devido a uma insuficiência cardíaca.

Ernesto Cardenal

Ainda de acordo com sua assessora, o literato deu entrada no hospital dois dias antes de falecer, tendo dificuldades para respirar. Mas no dia 29 de fevereiro os seus órgãos começaram a apresentar falhas.

Cardenal foi um dos principais nomes que contribuiu para dissipar a poesia latino-americana. Ele também foi um dos representantes mais conhecidos da Teologia da Libertação, além de também protagonista da Revolução Sandinista.

 

Sua poesia e sua luta contra as injustiças

Ernesto Cardenal nasceu na Nicarágua em 25 de fevereiro de 1926.

O autor de obras como “Oración por Marilyn Monroe e Otros Poemas” e “El Evangelio de Solentiname” havia comemorado seu aniversário de 95 anos no dia 25 de fevereiro esbanjando saúde. Ele estava desenvolvendo novas obras.

Mas um dia antes de morrer, ele havia dito para o Luz Costa que estava “pronto”.

Além de poeta e sacerdote, Ernesto Cardenal também se envolveu com assuntos políticos. Nisso, ele apoiou a luta armada contra a ditadura da dinastia Somoza, qual governou a Nicarágua por mais de 40 anos.

Cardenal também se opôs as ideias do presidente Daniel Ortega, denunciando todos os atos que o ex-aliado praticava e que considerava desregramento moral, fazendo isso em todos os locais por onde passava para apresentar seus poemas.

E devido ao compromisso que tinha com os mais pobres e também sua luta contra a injustiça, Cardenal tornou-se a voz moral da Revolução Sandinista. Mas como um sacerdote não podia envolver-se com política, o papa João Paulo II o reprimiu severamente.

Após a morte de Ernesto Cardenal, Daniel Ortega decretou em seu governo que houvesse um luto de 3 dias. Daniel Ortega e Ernesto Cardenal foram companheiros durante a luta da guerrilheira da Frente Sandinista contra a dinastia Somoza.

No entanto, Cardenal afastou-se de Ortega por não ser a favor da conduta política que o líder sandinista tinha.

Ortega e sua mulher, a vice-presidente Rosario Murillo, ainda assinaram uma carta destacando as qualidades de Cardenal e tudo o que ele fez em prol da Nicarágua. Na carta dizia que o poeta e sacerdote Ernesto Cardenal

Outra pessoa que também se despediu do escritor nicaraguense foi a escritora e poetisa, também de Nicarágua, Gioconda Bell. Gioconda destacou que Cardenal se foi após entregar sua vida em prol da poesia e lutando pela liberdade e também pela justiça.

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