José Barreto: a morte do poeta e taxista de Porto

Há 20 anos ele descobriu o gosto pela poesia. E José Barreto aproveitava para falar sobre essa sua paixão com quem pudesse, até mesmo com os seus clientes, os passageiros do seu táxi.

José Barreto: a morte do poeta e taxista de Porto

O taxista e poeta de Porto, em Portugal, faleceu no último dia do ano devido a complicações após ser atropelado em novembro de 2021. Ele estava internado há dois meses, contudo não resistiu aos ferimentos.

Taxista há mais de trinta anos, ele tornou-se conhecido em jornais de Porto como o “taxista-poeta”. Ele contava que com a poesia conseguia expressar o que ficava sempre preso dentro de si, não conseguindo expressar com outras palavras.

Para passageiros, amigos, colegas e até mesmo para pessoas do seu convívio familiar, ele apresentava seus poemas para todos que podia. E José Barreto ainda contava que cada poema era como um filho para ele.

 

Encarando o público e nascendo um sonho inacabado

A primeira vez que ele leu seus poemas em público foi no Café Pinguim, conhecido café de Porto. E ele contou que esse dia foi muito emocionante.

Mas ele resistia a intitular-se como poema, ainda que sempre guardasse consigo papel e caneta para quando a inspiração chegasse. O taxista-poeta dizia também que qualquer coisa poderia ser um tema para um poema.

De experiências do seu dia a dia até os lugares pelos quais passou com o seu táxi, o mundo trazia inspiração para cada verso seu.

Infelizmente, o sonho de ver seus poemas publicados num livro não se cumpriu em vida. Mas os seus familiares querem reunir as centenas de poemas que José Barreto deixou para publicarem um volume único.

O poeta e taxista foi atropelado no dia 25 de novembro de 2021 e teve que ser hospitalizado urgentemente, mas por conta das múltiplas hemorragias ele não resistiu, vindo a óbito dois meses depois. O funeral aconteceu na Igreja do Bonfim, na cidade de Porto.

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