Elfrans Silva

VAI, MEU BARQUINHO AMIGO

VAI, MEU BARQUINHO AMIGO 

Vai, meu barquinho amigo
Por este oceano além 
Não poderei ir contigo 
Nem ficas comigo também 
Tu, foste feito pra'o mar
Eu, para as terras de aquém 
Quem sabe te possa achar
Nas vagas que vão e que vêm 

Quando estiveres distante 
À muitas milhas daqui
Então subirei no mirante
Me despedindo de ti
Rogo em minha'oracão
Deus não te deixe imergir
Te livre de raio e trovão 
Não venha, jamais, sucumbir 

Se te negarem um cais
Um porto pra repousar,
Nas noites frias demais
Dificil for descansar...
No dia que o sol não abrir
Nas noites sem luz do luar,
Grite que'u vou te ouvir
No eco das conchas do mar 
  
Vai, meu barquinho amigo
Por este mar cor de anil
Partindo levas contigo
Lembranças do tempo infantil 
A ti, eu desejo, confesso
Mundo de encantos sem fim
Só uma coisa, te peço:
- Não cresças antes de mim

  • Autor: Elfrans Silva (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 27 de Janeiro de 2022 07:28
  • Categoria: Infantil
  • Visualizações:

Comentários6

  • CORASSIS

    Colossal , um universo de palmas !
    Parabéns amigo .

  • Claudio Reis

    Num bucolismo criativo o barquinho leva o poema!
    Bonito demais poeta Elfrans, abraço.

  • Ema Machado

    Muito singelo! Parabéns!

  • Maria dorta

    Poema belo,tudo dentro dos esquadros. Aplausos,,!

  • Elfrans Silva

    Minha gratidão aos poetas Corassis, Cláudio Reis, Ema Machado e Maria Dorta pelo prestigio marcante através de seus comentários neste poema "VAI, MEU BARQUINHO AMIGO". Meu desejo foi comparar com esse barquinho, nossos brinquedos de infância que um dia os deixamos para nos focarmos em outros objetivos na nossa vida de adultos. Porém, os recordaremos para toda a vida, usando-os como referência em várias circunstâncias, ao dizermos, por exemplo, "quando eu era criança"...outra comparação que tentei aqui, é comparar conosco mesmos, que precisamos nos despedir desses brinquedos e irmos navegar pelo "mar da vida", sem jamais nos esquecermos deles. Estarão lá na memória, no guarda-roupa, sobre a cômoda, a penteadeira...sempre olhados com carinho. Assim como dentro de nós nos sentimos sempre crianças, pedimos que por favor, não cresçam antes de nós.
    Agradeço os vossos apreços e suas pontuações à esse poema. Estou feliz com vossa visita nesta oportunidade. Abraços fraternos e minha eterna gratidão à vocês.

  • Jorge Jacinto da Silva Jr.

    Parabéns! Muito lindo!



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