lucita

Dias de chuva, dias de refexão ( diga se gostas, ou não...)




Dias cinzentos
Assombrados por ventos
Dias de nó nos pensamentos
Chegam inquietos em vários momentos
Alguns de nós queria molhar
Outros outrora mais enxutos ficar
Sem precisar do frio que esquivar
Ou de roupa ter que trocar
Já que estamos tão inertes
Feitos parte dessas constantes
Quedas de humor exorbitantes
Da Natureza e suas estações tão inconstantes...


Dias de chuva inconstante
se fazem lá fora,
Tempestade a surgir a qualquer hora,
Discernimento busco eu a toda hora.
Se devo ficar, se devo partir,
Esperar ou prosseguir?
Lá fora a chuva se forma
Aqui tudo desforma,
Fico sempre a pensar
Enfrentar ou desistir?
Chuva extravagante a cair,
Quero eu ficar ou desistir?


Esta chuva, inconstante, que hoje esta a cair
Se confunde, com meu pranto, por não estares aqui
Seu amor, surgiu, como o raio, que rápido se esvai
Mas deixou, marcas, que da minh 'alma, não vai sair
Como o ribombar do trovão, meu grito a te chamar
Ecoa na noite em amplidão, esperando que vá escutar
Louco, estou, de dor, a esperar, que a chuva vá terminar
E que finalmente com o novo dia, você vá para mim voltar....Ary


Um trecho da minha Poesia 'GAROA" :
Chove em mim mais garoa do que chuva
Chove como tempestade uma saudade miudinha...
Saudades das tuas nuvens
Da tua chuva que banhava meu céu
Do teu orvalho que deslizava em meu corpo
Que me banhava em garoa fina
Garoazinha...
Saudade da tua chuva
Que umedecia minha pele
De nossos instantes
E do teu olhar no meu semblante


"Gosto do Fogo, mas amo mais a água!
Para falar a verdade...
Os Quatros Elementos me animam a viver essa vida!
Pois, sem eles (EU) não sou nada!
Água, Terra, Ar e Fogo me criaram.
Para mim, Criaram tudo no Universo.
Quiçá, são o Próprio Universo!
Podem chamá-los de Células, pois dar no mesmo!
E sem deixar de citar as chuvas...
Pois, são de todos tipos e formas...
Espero que os Seres chamados de Humanos...
Junto com os outros Seres...
Que dos Quatros Elementos vivem e sobrevivem...
Limpem o Espaço, antes da chuva amorosa...
Em chuva ácida não se transformarem...
E muitos inocentes matarem"
PAZ E BEM


Bendita seja a chuva
Lava a serra
Esconde-se suas entranhas
Engravida a terra
Bendita, a vida que gera
Sacia a sede do chão
Fecunda a relva
Bendita seja a alegria
Sacia a alma
Acalenta a calma
Bendito seja o Criador
Bendita sua criação
Revela ao homem seu grande amor…
Pobre a mente, que maldiz a enchente
A chuva que engole gente
Não é fruto do Criador
Mas, fruto da destruição
De quem consome o que ele criou...
Ema Machado


Dias de chuva
Pensamento sereno
Reflexão garoa
Gosta do chão molhado?
Gosto do chão molhado
Dias de chuva
Vejo um céu cinzento
Reclamação à toa
Cheiro de terra vem
Dia de amar também
Dias de chuva
Água traz coisa boa
Que traz contentamento
Paisagem que se converte
Verde, pois quero ver-te


Eu também quero ver-te:
Chão molhado,
Das gotas do céu
Que faz germinar a vida
Que alimenta a gente
Ninando a esperança,
Que a alma acalma
Com seu canto no telhado
E o coração sossegado
Abraça o momento
De renascimento...


Sinto cheiro da terra nua!
Exalar a fragrância da doce chuva!
Rega, drena, gera vida, ou derrama fúria sem alento.
És justa? é casta? é nua?
Sabes que me causas um sentimento.
Saudoso de um olhar, saudoso de um acalento.
Se vais chuva... tenho no fundo da mente um pensamento...
Voltarás para me tragar como fez, nesse mesmo momento!


De chuva
Se veste, se turva
Enxagua a magoa
Tristeza em vagas
Solta o que está preso
Alivia o peso
Enche a tigela até transbordar
No outro dia, é poesia
Espremendo a roupa
Vai versejando em gotas
Criar para deixar de chorar


Que saudade da tua chuva!
Saudade da tua saudade!
De chuva, chuva boa!
Saudade que sempre me banhava
Em todo meu corpo com o frescor da tua garoa!
Saudade do meu sono que adormecia em teus braços
Que me agasalhava em noites de frio
Adormecendo em tua garoa
E ao amanhecer despertava com teu sorriso de chuva!
Vlad Paganini


Quem dera me transformar em águas
Fluir tão quanto pudesse,
Escorrer por onde quisesse,
Quem sabe, lavar minhas mágoas.
Ser fonte, as vezes gota.
Matar o calore a sede.
Dizer a todos: 'Vinde! Vedes.
As vezes sou muita, se quiser sou pouca!"
Quem dera tornar-me chuva
cair reta ,as vezes curva
Regar o chão, molhar a cana.
Escorrer como lágrimas no teu rosto
Aliviar a dor desse desgosto
de ter nascido apenas lama.


Chove chuva! chove sem parar!
Molha e rega com abundância a relva verde
Que alimenta os sonhos e mata a sede
De um poeta com ânsia de ouvir o teu cantar
Sobre as telhas em choque, fazes adormecer
A reboque, meu coração que insiste em doer,
Embora não queira mais sofrer a desilusão
De outra vez ter a chuva como testemunha
Do pouco caso de alguém pelo meu coração!

Comentários1

  • lucita

    Eu tenho um lindo e seleto grupo de amigos da arte.
    Vocês da página Meu Lado Poético me devolveram a confiança em minha boa e velha escrita do português, onde nos encontramos tão bem apoiados aqui...
    Muito obrigada por participarem desses mesclados incríveis!



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.