Assunto/tema para o poema:
Amor não é paz—é fogo que queima. Buscamos abrigo em tempestades, esperando cumplicidade de corações vorazes. Não seria uma ilusão, e uma ilusão prejudicial, acreditar que um amor deve e pode ser amizade... enquanto isso, somos tão seguros, na juventude, de que isso acontece, que ficamos chateados e frustrados com nossos amores quando eles são excelentes amantes, mas péssimos amigos.
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Tema criado por FELÍCITY_POETA, Ayalah Berg e Morlock.
O CORAÇÃO EM CHAMAS
Amor não é paz, mas o caminho do fogo,
um calor que consome, que ilumina e fere.
Buscamos abrigo em tempestades,
onde a paixão se agita,
mas a cumplicidade se dissolve
como névoa ao amanhecer.
Na juventude, acreditamos em laços;
corações que deveriam ser amigos,
mas que são apenas amantes,
vorazes, devorando o que resta,
deixando sombras de ilusões
na busca por um abrigo jamais encontrado.
Ela foi minha, agora é de outro.
Casamento — a felicidade se esconde na transição,
e uma boa companhia traz contentamento,
mas a desilusão nos transforma em poetas.
Insistimos em buscar a brisa e o descanso
no exato lugar onde a chama devora.
Queremos do peito um remanso,
quando ele é tempestade do lado de fora.
Pedimos abraço, sossego e prudência
a quem só aprendeu a arder sem medida;
e culpamos o incêndio por sua essência,
tentando acalmar o que é pura ferida.
Talvez seja essa a ilusão da juventude,
exigir a paz de um afeto Voraz,
e esquecer que o amor, em sua plenitude,
queima o refúgio e não nos deixa em paz.
Felicity_poeta
Há um incêndio dentro do peito,
uma chama que insiste em arder,
um coração inquieto e imperfeito,
que sente mais do que pode dizer.
Entre desejos, sonhos e emoção,
arde uma chama sem explicação;
é fogo que ilumina a madrugada,
numa alma que nunca fica apagada.
( Rogério)
Meu coração arde em silêncio,
como brasa escondida na noite,
que ninguém vê,
mas que o teu nome alimenta.
Arde quando penso em ti,
quando a saudade chega devagar,
quando os meus olhos procuram
aquilo que só o teu olhar sabe dar.
E se amar é incendiar-se,
então deixo-me queimar,
porque há fogos que não matam —
apenas nos ensinam a amar.
- Maisa Nalape
O amor quando queima
É porque quer se libertar
Está contido em um ser
Querendo o limitar.
Acontece
Que o limite imposto
Não foi delimitado pelo que sente
Mas pelo que não quer receber
Por medo de não o merecer.
Então ele inflama
Por estar acumulando
Tamanha energia reluzente
Provocando bastante dor
Naquele que o sente
Enquanto ele só quer ir em direção
Ao ser amado
E como uma fênix
Permitir-se sentir
E renascer
Ao ser libertado.
A pele suplica o calor.
Teu corpo é a floresta onde o meu se perde.
O êxtase é um deus que não responde.
A ternura é um tédio que não se veste.
Esperamos do fogo a paz de um abrigo.
Amigos exímios, amantes em queda.
O corpo se cansa do próprio castigo.
E o hábito, esse sol, tudo degreda.
Ela casou para sempre — má sorte a dele.
A bruxa nunca foi tua... era o desejo.
Quem te amou já não lembra: teu próprio castigo.
Só o louco insiste. E escreve.
E paga.
[de Ayalah Verônica]
- Autores: Morlock, FELICITY_POETA, Rogério, MAISA NALAPE , Samara A. Ferreira, Ayalah Berg
- Visível: Todos os versos
- Publicado: 29 de setembro de 2026 12:34
- Limite: 15 estrofes
- Convidados: Público (qualquer usuário pode participar)
- Categoria: Amor
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