Mentiu para si mesma,
Enquanto atirava verdades
Na minha direção.
Uma saraivada após
A outra, sem pausa
Pra recarregar.
Não é sempre que
Se presencia, alguém
Tão motivado.
Eu particularmente,
Nunca havia presenciado
Tanta motivação,
Entre os lençóis.
[éramos muito bons
em foder, mas melhores
ainda em ferrar.]
Entretanto, acho que a colisão
E o estrago, oferecem
Um espetáculo mais
Grandioso que o romance
Convencional.
Você estava inteiramente
Equivocada, quando
Deixou claro, que eu não
Era nada para ti.
Eu fui teu grande erro
Cometido sem pensar,
Que se arrasta por uma
Vida de arrependimento;
E isso minha cara,
É alguma coisa.
[Michel F.M.]
Talvez tenha sido isso
que fizemos uma com a outra:
guardamos coisas demais
onde deveriam caber apenas
algumas lembranças.
Eu ainda me lembro de você
com uma precisão que me incomoda.
Do jeito que chegava perto
como se soubesse
que eu não teria coragem
de recuar.
E eu não tive.
Você dizia que não era nada,
e eu sorria,
porque havia qualquer coisa
na tua voz
que desmentia a tua boca.
Talvez você acreditasse
na própria mentira.
Eu, por alguns instantes,
acreditei também.
Mas havia nós duas
naquele intervalo
entre o querer e o ir embora.
Havia tua mão procurando a minha,
meu silêncio procurando o teu,
e essa vontade absurda
de permanecer
mesmo sabendo
que ficar contigo
sempre me custaria alguma coisa.
Talvez a vida tenha nos dado
pólvora demais
e juízo de menos.
Ainda assim,
se eu pudesse voltar,
não sei se mudaria o caminho.
Talvez eu só te segurasse
um pouco mais forte
antes de você partir.
Só para ter certeza
de que, por um instante,
você também sentiu
o peso daquilo
que depois chamou
de nada.
- Tória
A pólvora, o pavio...
A combustão que se dava!
A fagulha certa ou incerta na centelha de tudo
Nessa paixão inflamada...
(DAN GUSTAVO)
Se a vida me desse pólvora,
Mas muita pólvora,
Eu te chamaria para a guerra,
Eu te chamaria para dançar.
Explodiria as estrelas,
Aquelas mais próximas.
Se a vida me desse pólvora...
Se a vida me desse flores...
Pobre de mim,
Que espero em vão:
Sem rosas e pólvora,
Tão somente uma vontade incontida.
By: Shimuel
Talvez tenha sido isso
que fizemos uma com a outra:
guardamos coisas demais
onde deveriam caber apenas
algumas lembranças.
Eu ainda me lembro de você
com uma precisão que me incomoda.
Do jeito que chegava perto
como se soubesse
que eu não teria coragem
de recuar.
E eu não tive.
Você dizia que não era nada,
e eu sorria,
porque havia qualquer coisa
na tua voz
que desmentia a tua boca.
Talvez você acreditasse
na própria mentira.
Eu, por alguns instantes,
acreditei também.
Mas havia nós duas
naquele intervalo
entre o querer e o ir embora.
Havia tua mão procurando a minha,
meu silêncio procurando o teu,
e essa vontade absurda
de permanecer
mesmo sabendo
que ficar contigo
sempre me custaria alguma coisa.
Talvez a vida tenha nos dado
pólvora demais
e juízo de menos.
Ainda assim,
se eu pudesse voltar,
não sei se mudaria o caminho.
Talvez eu só te segurasse
um pouco mais forte
antes de você partir.
Só para ter certeza
de que, por um instante,
você também sentiu
o peso daquilo
que depois chamou
de nada.
- Tória
A mentira descabida
Que não encontrava uma saída
Foi a forma que encontrei
Para sair da sua vida.
Desde quando te conheci
O controle eu perdi
E somente em ti
Meu corpo conseguia reagir.
Como se seu corpo fosse um papel
E minha língua um pincel com tinta
Eu ia te colorindo
Para caber um minha vida.
Foi então que percebi
Que você não é para mim
Se eu quero te modificar
Não é justo você ficar.
O melhor foi finalizar
Antes que sua vida
Eu pudesse detonar.
Ímpeto ocluso
E o borrão ardido
Espólio esfarelado
Vazio que impregna
No fugaz presente
Fogos-fátuos me carregam
Num incenso familiar
O que há por dentro
Centelha
Primal
(Manoel Reid)
E na colisão dos nossos extremos
Onde o amor criava e o ódio destruía
Apenas as ruínas servem como registro.
Sem elas, pareceria apenas fantasia.
E antes dos sonhos tornarem-se pesadelos,
Regugirtei da alma, tudo o que eu havia colhido de bom em ti
E enterrei em fundos buracos, na esperança de esquecer o meu arrependimento.
E é colisão contra a colisão,
o estrago depois do impacto,
a faísca depois da explosão,
que faz mais espetáculo
Do que qualquer declaração.
A gente já se viu sem nenhum disfarce,
não tem por que fingir contenção.
Fui um grande erro,
grande gozo a sua entrega eufórica
cometido sem calcular,
daqueles que a gente condena
só depois de experimentar.
Um erro que muda a rota,
que ninguém consegue explicar,
que se arrasta nesse desejo louco continuo da vida,
com a mente já totalmente desprevenida e fodida.
Um nada que volta sem aviso,
só para te fazer perceber,
sem jamais desaparecer.
Pode chamar de erro,
pode chamar de ilusão,
pode reduzir a história
mas tem desejo, pele e combustão.
E não transforme em ausência
aquilo que foi colisão.
Ausência não provoca,
não perturba, não chama,
não retorna feito música.
Quando o silêncio reclama.
Ausência não tem memória,
então guarde tua versão,
vista nela tua razão.
Diga que fui acidente,
excesso, distração.
Eu não vou mais discutir
com a tua interpretação.
Só existe uma coisa
que você não pode negar,
se eu realmente fui nada,
por que ainda precisa explicar?
E esse é o ponto
que você não quis enxergar,
não é preciso ser eterno
para ser difícil de apagar.
Eu fui teu erro.
Teu erro, teu arrependimento,
teu capítulo mal resolvido,
Teu pequeno veneno e contratempo.
Mas se passei pela tua vida
e ainda provoco argumento,
então aceite, finalmente,
eu fui alguma coisa.
E fui a coisa que você mais tentou
transformar em esquecimento.
- Ana
Traga-me palha que lhe farei travesseiros
Traga-me Cana que lhe farei açúcar
Traga-me retalhos que lhe farei bela colcha
Ainda que existam rochas pesadas sobre seu caminho eu as retirarei
E mesmo quando a chuva persistir lá fora eu te abrigarei
De mim, do meu rosto sempre terás alegria, sorrisos
Mas Traga sensibilidade para que eu me sinta recompensado
E então a pólvora guardada para explodir as ilusões e as falsidades, não seja utilizada
Claudio Reis
uma troca de olhares,
uma reação em cadeia,
que aconteceu por acaso
e fez química,
inflamável como pólvora.
Um simples toque,
um silêncio que provoca,
um coração acelerado
e uma faísca que não se controla.
E se a vida nos der pólvora,
que não tenhamos medo da explosão,
porque às vezes um simples acaso
é o princípio de uma combustão.
[PoetadeMarte]
Disparo na Trilha da Verdade
O bravo de coragem encara o mundo,
Ou quem se coloca no olho do furacão,
Consegue mergulhar o mar profundo,
E merece sentir seu coração.
Na sua eterna busca, a melhor opção,
O guerreiro desbrava o caminho da paz,
Nas trilhas das lutas, o ser sagaz,
Vai desenfreado ao embate sem emoção.
Lança mão de tudo ao seu alcance justo,
Em defesa do que é seu por direito,
Armas e munições a qualquer custo.
Dispara sua força no que é perfeito,
Pago seja caro o resultado augusto,
Da pólvora à fé sublime no conceito.
- Jorge E. Leal
Tiro no pé
Tentou me inibir
Ficou na mão
Ficou sem chão?
Talvez sim
Talvez não
Mas a mim importa
Não te esperar na porta
Se não me queres ver
E se com medo estiveres
Então mostras não me merecer
Nem o amor que transbordo
Se nele me afogo
Por falta de braçadas fortes
Que a mim conforte
No colo que busco em ti
E caio em mim
E vejo triste parecendo ser fim...
Veja bem, espectadores deste grande teatro:
O mundo tá louco, o roteiro é abstrato.
Mas pra não se perder na névoa dessa guerra,
Ajuste o amor na medida certa.
Nem de mais pra virar alvo, nem de menos pra secar,
A medida exata pro teu peito respirar.
CORASSIS
Se a vida te der pólvora,
não faça guerra, não exploda,
transforma em brilho, em chama,
acende o sonho e a esperança.
Se a vida te der pólvora,
pega com carinho nas mãos,
faz fogueira de amor e de paz,
ilumina os caminhos dos irmãos.
Não deixa o fogo destruir,
usa pra aquecer quem tem frio,
faz da pólvora luz que guia,
não escuridão que devora.
Se a vida te der pólvora,
transforma em estrela no céu,
em canção que o vento leva,
e o coração acolhe fiel.
— Milton da Costa ?
- Autores: Michel F.M. (Pseudónimo, Tória, DAN GUSTAVO, Shmuel, Samara Ferreira, Manoel Reid, Guacimar Vieira de Mello Noos, Ana Gonçalves, Claudio Reis, PoetadeMarte, Jorge E. Leal, Julian Lael, Dodge Leal, Lucita, CORASSIS, milton da costa
- Visível: Todos os versos
- Finalizado: 22 de setembro de 2026 21:30
- Limite: 15 estrofes
- Convidados: Amigos (usuários da sua lista de amigos podem participar)
- Categoria: Amor
- Visualizações: 32
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- Em coleções: Zumbido Coletivo.

Comentários2
Gostei muito de poder trazer duas reflexões aqui, uma de um coração dolorido e sentindo uma ponta de desprezo no ar. ..
E outro contemplando a grandeza que é saber e conseguir AMAR!!!
Já fui barril de pólvora, tinha medo de explodir. Tantas vezes fugi da guerra, e escondia de mim.
E de tanto engolir fogo, não houve extintor que desse jeito, explodi...
Quando o amor vira pólvora, não adianta insistir...
Ema Machado
"E é o que mais nos molda, amiga!Já fui barril de pólvora, tinha medo de explodir. Tantas vezes fugi da guerra, e escondia de mim.
E de tanto engolir fogo, não houve extintor que desse jeito, explodi...
Quando o amor vira pólvora, não adianta insistir..."
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