Ema Machado

Quando seca o pranto…



Quando seca o pranto…

Ema Machado 

 

Retorno ao nosso lugar

Abro o olhar à suas sagas

Quem tem o direito de julgar

Carregador de penúria e tantas mágoas…

 

Eras o ser quase inocente

Enquanto todos o mal diziam

Mais e mais, sua história ficava deprimente

Ninguém merece, o crucificaram…

 

Não podias dar, o que nunca tivestes 

Tão pouco ser, o que deverias?

A história se repetia, e de vida, tinhas sede…

 

Partiu, gradativamente foi secando

Eras o galho arrancado do tronco

Sem folhas, sem vontade, sem pranto…

 

Não sabia o que dizer

Sentir-me inútil, tudo que pude fazer 

Doeu saber, não fui…o que quis ser…

 

 

Comentários4

  • (Neiva Dirceu)

    Como sempre! Ema seus poemas transcendem, obrigada pela partilha , vamos continuas semeando poesia! Tenha um dia de luz!

  • Ernane Bernardo

    Concordo com a Neiva, como é bom ler-te Ema Machado, gratidão, abraços poéticos.

  • Vilmar Pereira

    Parabéns pelo belo e sensível poema, que mesmo com um tom melancólico me encantou... Um abraço e tenha um bom dia!

  • Maria dorta

    Poema cheio de filosofia e arte de viver
    Tem encantadoras metáforas e um sabedoria de viver que dá inveja. Aplausos!



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