Ema Machado

Não há trégua...



 

 

Tantas batalhas, almas marcadas

Cactos ferem, vazio, nunca é cheio de nada

É repleto de fome, de medo, de asas

O olhar ficou perdido, lágrimas cristalizadas

Onde foi, quando acabou a guerra?

Há melancolia estirada nas calçadas

Nas vielas que se tornaram moradas

A ilusão, é comprada

Troca-se o pão, pelo momento

Pela viagem imaginária

Pela fumaça que mata, pela ardência da água

A humanidade vai perdendo batalhas

Há bichos que se alimentam de lixo

Outros de mendicância, das sobras diárias

E ainda dizem, que há uma trégua...

A morte é faminta e sórdida

Só muda de cara...

Ema Machado...

 

Comentários5

  • Elfrans Silva

    Triste a nossa realidade. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Boa Noite poeta Ema..Abraços

    • Ema Machado

      É bem isso... Obrigada pela leitura. Grande abraço,

    • CORASSIS

      Um poema forte de uma beleza e indignação profunda !
      Fiquei apaixonado pelos seus versos tocantes , abraços Ema

      • Ema Machado

        Obrigada, amigo querido! Grande abraço,

      • Maria dorta

        O homem nunca aprende a lição. E a guerra mata,dizima só os soldados pois os de alta patente não sujam suas mãos. A população fica menor e de morte matada ou de fome tbem perecera'. Belo poema,triste realidade.

        • Ema Machado

          Obrigada, querida Vitória! Vamos semeando palavras, quem sabe frutifique alguma mente... Grande abraço,

        • Edla Marinho

          Bom dia, querida Ema.
          Realmente, não há tréguas.
          Parece que o homem não entende o real sentido da vida...
          Lindo dia, lindeza!
          Meu abraço.

          • Ema Machado

            Gratidão, querida! Ainda tenho esperança, a vida se renova sempre! Abraços,

          • Shmuel

            Bonito! Uma crítica contundente!
            Grande poeta e amiga colibri.
            Abraços.



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