Comentários recebidos nos poemas por Gabrielmaria



Ao som da valsa e e da poesia
Vilma Oliveira disse:

Olá poeta! Boa noite! O texto estabelece uma oposição entre o agora (fumaça, poluição, músicas sem sentido, prédios gigantes) e o ontem (valsas, ternos, cartas à mão). O presente é descrito como sem ardor e sem cor, enquanto o passado é uma aquarela vibrante e cheia de rituais. Há uma valorização extrema da forma e do esforço. A beleza não era gratuita: ela estava na escultura encomendada, no vestido cor âmbar e na técnica do concertista. O poema sugere que a modernidade trocou a profundidade artística pela superficialidade permanente. O ápice da nostalgia reside na preservação do pudor e da conquista. A imagem do beijo concedido apenas no altar, após centenas de cartas escritas à mão, resgata um tempo onde o tempo de espera agregava valor ao sentimento. O desfecho revela que essa visão era um sonho vívido. O eu lírico sente-se um exilado no presente, expressando o desejo melancólico de viver uma última vida naquela época de ouro que a fumaça das fábricas agora esconde. Em suma, é uma crítica à industrialização da alma e à perda da delicadeza nas relações humanas e na paisagem urbana. Parabéns pelo poema! Saudações poéticas.

19 de abril de 2026 21:26

Amor de vencílio
Sezar Kosta disse:

Oi, Victoria! Que avalanche emocional esse seu poema — senti como se estivesse dentro de uma cena de filme, dramaticamente linda e ao mesmo tempo dilacerante. Você transforma dor em imagem com uma força quase cinematográfica. O “trem” é uma metáfora intensa: pesada, veloz, impossível de parar… assim como certas desilusões que vêm sem aviso e nos despedaçam.

A estação “inverno” como cenário final me chamou muito a atenção — foi intencional esse simbolismo? Inverno como lugar de fim, de congelamento do sentir? E esse “vencílio” do título — seria uma mistura de “vínculo” com “término”, ou algo mais pessoal, talvez uma invenção poética sua?

O verso “o infinito virou finito” é daqueles que ficam martelando na mente… porque quem já amou de verdade entende bem a sensação de ver algo eterno ruir de repente.

Seu texto me lembrou uma frase de Clarice Lispector:
“O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós.”

Parabéns por transformar esse desabamento em poesia. Que voz potente a sua!

15 de maio de 2025 20:16