Confio no mentiroso? Não.
Ele nunca... me decepciona.
A verdade é uma maquiagem...
que virou máscara.
Mando. Ele obedece.
A liberdade é isto:
corrente curta.
O fundo é raso.
Eu controlo.
Às vezes, para ser feliz,
basta o método:
prensar a mandioca do mentiroso perfeito
em uma noite... ensaboada.
Duas horas antes—sem perder tempo—
lubrifiquei o tipiti.
A prensa não range.
Apenas... aperta.
Ele recusa.
Eu sigo.
Toda mentira pede plateia.
Não confio nele.
Nem quando acerta.
Principalmente quando acerta.
O tipiti pronto.
E o tolo... espera o perdão.
Eu engano.
Há um êxtase em iludir
sem prometer nada.
A dor é hábito.
Controlar é higiene.
O sol nasce de manhã. Nunca à noite.
Rotina.
Ele foge. Eu aguardo o amanhã:
a mandioca descascada, o tipiti..
pingando óleo.
A prensa não espera.
Eu me divirto.
Que Mandioca Bem Boa
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de novembro de 2026 08:19
- Comentário do autor sobre o poema: "É surpreendente a quantidade de floreios que muitas pessoas gastam para parecerem escritores complexos, quando, na verdade, não têm nada além de um conjunto básico de frases feitas, clichês e bandalheiras." –Verônica Berg
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 13
- Usuários favoritos deste poema: Morlock, Luminoso, o Vitorioso, BellaSelva, Rebecca, Ayalah Verônica Berg, Um bardo, Flavia Souza, Michel F.M., Pacificador

Offline)
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