Há senhores para o bem.
Para o mal, os mesmos.
Luz e som nos seduzem.
Eu não cedo cedo.
Meu anjo sussurra baixo:
— o dinheiro salva.
Compro tempo.
O tempo não fica.
Clarão de passagem.
Sem dinheiro, a sombra desce.
A alma se inclina.
A caverna é o espelho:
invento verdades.
O bem não tem recibo.
O mal tem fome.
Em poder, o mal nos habita.
Com poder, o mal nos dita.
O mundo apodrece com estilo.
Resta uma fresta.
Não sei onde.
Quase sei.
A fresta tem luz.
A pedra é minha.
O sol, não.
O anjo ensinou a contar
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 26 de outubro de 2026 11:27
- Comentário do autor sobre o poema: “Não importa quem vota; o que importa é quem conta os votos.” “frase atribuída a Stalin”.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Morlock, Pacificador, MaquinaOrganica

Offline)
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