Há senhores para o bem.
Para o mal, os mesmos.
Luz e som nos seduzem.
Eu não cedo cedo.
Meu anjo sussurra baixo:
— o dinheiro salva.
Compro tempo.
O tempo não fica.
Clarão de passagem.
Sem dinheiro, a sombra desce.
A alma se inclina.
A caverna é o espelho:
invento verdades.
O bem não tem recibo.
O mal tem fome.
Em poder, o mal nos habita.
Com poder, o mal nos dita.
O mundo apodrece com estilo.
Resta uma fresta.
Não sei onde.
Quase sei.
A fresta tem luz.
A pedra é minha.
O sol, não.
O anjo ensinou a contar
de Ayalah Verônica Berg