Todos brotamos do barro
do sopro e do chão
Todos somos fragmentos de matéria cósmica
de uma noite infinita que não nos pertence
Da argila molhada em que nascemos
também abrolham nossos sonhos
de onde aprendemos olhar para o céu
desejando dele suas estrelas
Frente a mudez desértica do universo
somos a própria consciência do cosmo
a reparar assustados sua própria imensidão
A grandiosidade humana
não se revela no espaço que ocupamos
mas na ousadia de conter o infindável
dentro de uma pequenez transitória e finita
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Autor:
joaquim cesario de mello (
Offline) - Publicado: 22 de outubro de 2026 07:22
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg

Offline)
Comentários1
Parabéns pelo seu poema, com ele você mostra que carrega dentro do seu coração o universo. Bom dia poeta.
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