joaquim cesario de mello

O PARADOXO HUMANO

 

Todos brotamos do barro

do sopro e do chão

 

Todos somos fragmentos de matéria cósmica

de uma noite infinita que não nos pertence

 

Da argila molhada em que nascemos

também abrolham nossos sonhos

de onde aprendemos olhar para o céu

desejando dele suas estrelas

 

Frente a mudez desértica do universo

somos a própria consciência do cosmo

a reparar assustados sua própria imensidão

 

A grandiosidade humana

não se revela no espaço que ocupamos

mas na ousadia de conter o infindável

dentro de uma pequenez transitória e finita