Todos brotamos do barro
do sopro e do chão
Todos somos fragmentos de matéria cósmica
de uma noite infinita que não nos pertence
Da argila molhada em que nascemos
também abrolham nossos sonhos
de onde aprendemos olhar para o céu
desejando dele suas estrelas
Frente a mudez desértica do universo
somos a própria consciência do cosmo
a reparar assustados sua própria imensidão
A grandiosidade humana
não se revela no espaço que ocupamos
mas na ousadia de conter o infindável
dentro de uma pequenez transitória e finita