Conhecemos bem os Estados
Usurpadores da América.
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Aprisionam os povos livres
Em nome da liberdade,
Jogam bombas à esmo
Pela paz mundial.
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Destroçam as gentes do globo,
Sugam petróleo e a vida,
Os verdadeiros terroristas
Parasitando o capital.
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Descobrimos recentemente
Que o grande patriota,
É um novo sinônimo
Para o idiota da tribo,
Traidor da pátria.
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[deita, rola e late]
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Aquele que entrega de bandeja
Toda riqueza do teu país,
Em troca de fritar hambúrguer
Na terra do Mickey mouse.
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[deita, rola e dá a patinha pro MAGA]
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Mas o fosso não tem fim,
Defensor da familícia e das orgias
Sagradas, putaria fudida
Em nome dos senhores.
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Comprando tudo com dinheiro vivo,
Barqueiros da morte,
Corruptos de estimação.
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Arma na mão de criança,
Ajoelhados pra bandeira alheia,
Fogo nas universidades
E na constituição.
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[deita, rola e balança o rabinho]
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Amante dos banqueiros,
Servidão voluntária, a saga do coveiro
Profissional. Prontos pra enterrar
Um país inteiro.
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Seremos os cúmplices
De toda sujeira,
Ou criaremos coragem
Para colocar o lixo pra fora?!
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[Michel F.M.]
- Autores: Michel F.M. (Pseudónimo
- Visível: Todos os versos
- Publicado: 18 de outubro de 2026 06:01
- Limite: 15 estrofes
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- Comentário do autor sobre o poema: Este é um poema de forte teor político-ideológico, panfletário e satírico, estruturado em verso livre. Ele se constrói a partir de uma crítica contundente ao imperialismo estadunidense e, simultaneamente, à extrema-direita brasileira (alinhada ao bolsonarismo e ao movimento MAGA). Abaixo, apresento uma análise detalhada da obra dividida por seus eixos temáticos e recursos estilísticos: 1. Crítica ao Imperialismo e à Geopolítica (Estrofes 1 a 3) - O poema abre com uma denúncia direta aos "Estados Usurpadores da América" (uma clara alusão aos Estados Unidos). O autor utiliza o recurso do paradoxo para evidenciar a hipocrisia geopolítica: • Paradoxos: Aprisionar em nome da liberdade e bombardear pela paz mundial. • Vampirismo econômico: A expressão "Sugam petróleo e a vida" associada a "Parasitando o capital" define o imperialismo como uma força destrutiva e exploratória, invertendo a narrativa oficial ao classificar o Estado hegemônico como o "verdadeiro terrorista". 2. A Sátira ao "Patriota" e o Vira-Latismo (Estrofes 4 a 6) - A partir da quarta estrofe, o foco muda do opressor externo para o aliado interno. O eu lírico redefine o conceito de patriotismo no contexto político recente: • O "Idiota da Tribo": O patriota é ironizado como alguém ingênuo ou manipulado, rotulado diretamente como "traidor da pátria". • Subserviência cultural e econômica: A menção a "fritar hambúrguer na terra do Mickey mouse" evoca um episódio real da política brasileira (a intenção de Eduardo Bolsonaro de ocupar a embaixada nos EUA, defendida por sua experiência prévia fritando hambúrgueres). O poema usa isso como metáfora para o complexo de vira-lata — entregar as riquezas nacionais em troca de migalhas ou validação estrangeira. 3. As Rubricas Cínicas e a Desumanização - O uso de versos entre colchetes — [deita, rola e late], [deita, rola e dá a patinha pro MAGA], [deita, rola e balança o rabinho] — funciona como uma espécie de rubrica teatral ou instrução de adestramento. • Esse recurso animaliza e desumaniza a figura do "patriota" subserviente, reduzindo-o a um cão doméstico que busca agradar ao dono (neste caso, o movimento supremacista/conservador americano MAGA, de Donald Trump). 4. Crítica Doméstica: A "Familícia" e as Contradições Morais (Estrofes 7 a 10) - O poema adentra os escândalos e pautas do cenário político interno do Brasil recente: • Hipocrisia Moral: O neologismo "familícia" (fusão de família e milícia) ataca diretamente a moralidade do discurso conservador, contrastando a defesa da "família tradicional" com práticas corruptas ou degradantes ("orgias sagradas", "putaria fudida"). • Denúncias Práticas: O eu lírico enumera escândalos reais e espinhosos da história política recente: a compra de imóveis com "dinheiro vivo", a facilitação de armas (inclusive o perigo da armamentização infantil), o sucateamento das universidades e o ataque às instituições democráticas ("fogo na constituição"). • Aliança com o Mercado: O termo "Amante dos banqueiros / Servidão voluntária" critica a política econômica neoliberal que, na visão do autor, beneficia o topo da pirâmide financeira enquanto atua como "coveiro profissional" do restante da nação. 5. Conclusão e Apelo à Ação (Última Estrofe) - O poema encerra abandonando a mera descrição satírica e adotando um tom de manifesto ou convocação. Ao usar a primeira pessoa do plural ("Seremos", "criaremos"), o eu lírico inclui o leitor e a sociedade na tomada de decisão. A escolha é binária e moral: a cumplicidade passiva com a "sujeira" ou a reação ativa de "colocar o lixo pra fora" (uma metáfora para a faxina política ou revolução popular). Resumo Estilístico - • Tom: Agressivo, sarcástico, indignado e febril. • Linguagem: Coloquial, direta, com uso deliberado de termos escatológicos ou vulgares para chocar e transmitir repulsa ("podridão", "putaria fudida", "lixo"). • Intertextualidade: Dialoga diretamente com o noticiário político brasileiro contemporâneo e teorias críticas do imperialismo.
- Categoria: SociopolÃtico
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- Em coleções: Zumbido Coletivo.
