Quando eu morrer
vou conhecer a morte por dentro
e apalpar as paredes impermeáveis do infinito
Quando eu morrer
vou acordar amanhã
com saudade de mim
e gosto de ressaca de vida na boca
Quando eu morrer
meu celular ficará mudo
e não se ouvirá mais meu “bom-dia”
a despertar ouvidos desatentos de gente
Quando eu morrer
não mexam no desarrumado das minhas gavetas
não busquem entender as anotações que deixem metade
nem encontrem os poemas que ainda não comecei
Quando eu morrer
deixem que o tempo
me cubra por inteiro
com a poeira mansa do esquecimento
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Autor:
joaquim cesario de mello (
Offline) - Publicado: 15 de outubro de 2026 07:08
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: CORASSIS, Ayalah Verônica Berg

Offline)
Comentários2
Recife tem um grande poeta!!!
Abraços ao mestre.
Bravo, poeta!
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