Iniciamos firmes
como aço,
-
no derretimento
de nossas convicções,
-
revelamos o despropósito
a cada passo.
-
em sua ânsia
devastadora,
-
os terráqueos só alcançaram
uma coisa, o fracasso.
-
estavam todos errados,
perdidos, equivocados,
-
inclusive os lunáticos
que cobiçavam o espaço.
-
[Michel F.M. - Revolesia]
Desenterrada a cápsula do tempo
e o passado foi revelado
A História é bem diferente
do que conhecemos
foi tudo distorcido
por interesses políticos
Mudar o passado não dá mais
O segredo está no futuro
DESENTERREI UMA CÀPSULA DO TEMPO
MAS QUE DECEPÇÃO!
COMO REGREDIMOS TANTO NOS ÙLTIMOS ANOS
NO PASSATEMPO
E NO AMOR NO CORAÇÃO
VÁRIOS MASSACRES, VÁRIOS DANOS
E o que esperar de uma cápsula do tempo?
Lembranças de uma vida
Coisas inúteis
Restos e trapos
E o que sentir diante de uma cápsula do tempo?
Dores esquecidas
Amores mal resolvidos
Alegrias não vividas
Uma cápsula
Um tempo
Uma vida...
Ode ao passado, as coisas mais nítidas.
Muito mais profundas!
Olha a cápsula do tempo que enferrujou ,
E foi encontrada por alguns bisbilhoteiros
Mostrando inverdades para você
Pela imagem que se modernizou
da TV
Quem prefere este tempo?
Em troca do pacote especial,
O passado
Ficou para muitos antiquado
Mas quem não tem gatilhos ?
Os flashbacks recordam memórias, amores ,
A suavidade,
daquela mulher que não se não encontra mais , e também o melhor super herói, invencível para aquele momento, e hoje frequentam memorias em HD, nuvens tecnológicas , mas está bem guardadas no coração .
Há uma geração que atuou neste passado e observa os tempos atuais,
Onde não se necessitam mais de mesas, nem de reuniões, mas de pouco alimento e de pouca conversa e mínima atenção humana !
Olhos nos olhos...
O melhor tempo , é o que não haja tristeza cristalizada.
[ de CORASSIS ]
maldita lâmina de dois gumes
maldito tempo passado
sua forma mortífera que fere o desenho da minha mente
me fez sentir amordaçado;
nas amarras do tempo
veio e passou
perdido fiquei por causa das memórias que não tive de guardar
guarda da minha mente, nas minhas orações, pra quem quiser ouvir
depois de séculos
e logo falo sério oque pelos meus fones modernos não passam o som, e nem pelo meu óculos com proteção ao sol me livra do calor
maldito tempo, memória, caixão que chamamos de cápsula do tempo, sinto falta de me esconder e de afundar na terra minha memória
(rubis:D)
E quando o futuro desenterrar nossos vestígios,
que história contará sobre o que fomos?
Seremos lembranças perdidas no vazio,
ou provas dos caminhos que abandonamos?
Pois o tempo não devolve o que foi sepultado,
nem apaga as marcas que a vida deixou;
e talvez o maior fracasso do passado
seja o futuro repetir o que não superou.
Mito, conto ou poesia…
O que será que falarão de nós
quando desenterrarem
a nossa cápsula do tempo?
Talvez descubram quem fomos.
Talvez inventem quem nunca chegámos a ser.
PoetadeMarte
Mas se a cápsula ainda guarda o amanhã,
que não seja apenas poeira, dor e metal.
Que o vento forte leve a nossa pressa vil
e devolva ao peito o pulsar do que é real.
Se o velho aço derreteu no erro passado
e revelou o despropósito de nossa ambição,
o amanhã renasce em solo bem cuidado,
escrito pelas linhas do amor e da união.
- Autores: Michel F.M. (Pseudónimo, Rosangela Rodrigues de Oliveira, credence, Con Moisés , CORASSIS, rubis, Moon Dark, PoetadeMarte, Mara
- Visível: Todos os versos
- Publicado: 13 de outubro de 2026 05:16
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- Comentário do autor sobre o poema: O poema "Desenterrada Cápsula do Tempo" é uma obra de tom pessimista, melancólico e reflexivo que faz uma dura crítica à trajetória da humanidade. A metáfora da "cápsula do tempo" sugere uma mensagem deixada para o futuro que, ao ser aberta, não revela conquistas, mas sim um registro de ruína e desilusão. Abaixo, apresento uma análise detalhada dos principais aspectos do poema: 1. Temática e Significado - O tema central é o fracasso coletivo da humanidade diante de suas próprias ambições. O eu lírico adota uma perspectiva distanciada (quase alienígena ou de um sobrevivente do futuro) para observar as ações dos seres humanos, chamados pejorativamente de "terráqueos". • A desconstrução do orgulho: O poema começa mencionando uma firmeza inicial ("firmes / como aço"), que simboliza a rigidez das certezas humanas, a ciência ou a arrogância civilizatória. No entanto, essa firmeza derrete ("derretimento / de nossas convicções"), revelando que a base da sociedade era frágil e sem propósito. • A ganância cega: A expressão "ânsia / devastadora" aponta para o comportamento autodestrutivo do homem — a exploração desenfreada, as guerras ou a destruição do próprio planeta. • O veredito: O clímax do poema decreta que a única coisa real que a humanidade alcançou foi o fracasso. Não há salvação nem mesmo na fuga ou no progresso científico, já que até os "lunáticos / que cobiçavam o espaço" estavam errados. A corrida espacial ou a busca por novos mundos é vista aqui como mais uma ilusão tola. 2. Estrutura e Ritmo • Forma livre: O poema não segue uma métrica rígida tradicional, utilizando versos livres e estrofes curtas que ditam um ritmo pausado, quase fúnebre. • O jogo de rimas: Há uma insistência sonora marcante nas palavras terminadas em "-aço" (aço, passo, fracasso, espaço). Esse eco sonoro reforça a sensação de aprisionamento, repetição de erros e o peso do veredito final (o fracasso). • Uso de antíteses: O contraste entre o "aço" (sólido) e o "derretimento" (líquido) logo no início ilustra a rapidez com que as ilusões humanas se desfizeram. 3. Tom e Linguagem - O tom é de desencanto absoluto e ironia. Palavras como "despropósito", "fracasso", "errados", "perdidos" e "equivocados" acumulam uma carga semântica puramente negativa. O uso do termo "terráqueos" cria um distanciamento crítico, como se quem escreve já não se sentisse parte desse grupo ou estivesse analisando uma espécie extinta.
- Categoria: Reflexão
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- Em coleções: Zumbido Coletivo.
