ERAM DUAS HORAS NAQUELE INSTANTE
Na tarde de verão, lâmina ardente
cortou minha alma, em cena repetida;
teu gesto tolo, bruto, incoerente,
foi gatilho daquela despedida!
Mas o remorso, em voo persistente,
é sombra que destrói a própria vida;
por isso eu vago, errante e penitente,
neste abismo de Dante, sem guarida!
Meu rumo agora é névoa fria, escura,
e preso ao desencanto, que é tenaz,
vou caminhando, lento, agonizante...
Que te fiz, meu passaporte da paz?
Deixei-te ao vento — frágil, insegura...
Eram duas horas naquele instante...
Nelson de Medeiros
11/03/2024
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Autor:
Nelson de Medeiros (
Offline) - Publicado: 10 de outubro de 2026 17:54
- Comentário do autor sobre o poema: Há coisas na vida que a gente faz que não deveriam ter sido feitas, mas a vida tomando outro rumo, segue... Com essa premissa, compartilho este SONETO transformado em no TANGO: PASSAPORTE DA PAZ. Uma experiência onde meus versos ganham melodia sob minha cuidadosa direção musical, com o suporte tecnológico da Inteligência Artificial. Letra autoral de Nelson de Medeiros Teixeira.
- Categoria: Perdão
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Offline)
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