Paguem suas passagem por favor.
Dizia o condutor.
Engraçado.
Não era quem guiava o bonde.
E sim quem cobrava as passagens.
Quem guiava era o motorneiro.
A cada passagem paga o numero pulava em ordem crescente fazendo um barulho estridente.
Mostrando que a passagem fora registrada.
Saudades dessa época que passou e que nem todos puderam aproveitar.
Envelheci ou esqueceram de me avisar que o tempo nem costuma parar.
E perdi o bonde que nem sei iria me levar.
Esse tempo por ir tão longe, já não consigo o pegar.
E agora, como evitar o choque de gerações.
Se antigamente para telefonar pedia uma linha a Telefonista que sabedora que sua profissão iria acabar.
Embarcou nesse bonde.
E se hoje carrega nas mãos telefone linha e poste.
Mas ficou os meus sonhos.
E neles viajo passado e presente.
Nesse tempo viver dava prazer por não assolar a comunicação.
Mas imperava o respeito e a educação..
O povo se falava hoje e dividido cada um no seu quadrado.
Passando por passar por pessoas que não estão ai para se comprimentar.
Pressa medo ou egoísmo não deixam se falar.
E isso já virou careta.
Antigamente eu era feliz e sabia.
E o bonde até mudou.
Não mais o pegamos por que hoje e ele que nos pega.
Ou você ainda nem escutou.
_ Corra se esconda por que lá vem o bonde.
Por Sr. Apegaua
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Autor:
Apegaua (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de outubro de 2026 07:27
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua, CORASSIS, Michel F.M., Morlock

Offline)
Comentários1
Também fiz uma viagem em tuas recordações!
Tempos bons, acredito que nunca serão os mesmos !
Belo poema . Abraços poeta .
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