Apegaua

Corra que lá vem o bonde...

Paguem suas passagem por favor.

Dizia o condutor.

Engraçado.

Não era quem guiava o bonde.

E sim quem cobrava as passagens.

Quem guiava era o motorneiro.

A cada passagem paga o numero pulava em ordem crescente fazendo um barulho estridente.

Mostrando que a passagem fora registrada.

Saudades dessa época que passou e que nem todos puderam aproveitar.

Envelheci ou esqueceram de me avisar que o tempo nem costuma parar.

E perdi o bonde que nem sei iria me levar.

Esse tempo por ir tão longe, já não consigo o pegar.

E agora, como evitar o choque de gerações.

Se antigamente para telefonar pedia uma linha a Telefonista que sabedora que sua profissão iria acabar.

Embarcou nesse bonde.

E se hoje carrega nas mãos telefone linha e poste.

Mas ficou os meus sonhos.

E neles viajo passado e presente.

Nesse tempo viver dava prazer por não assolar a comunicação.

Mas imperava o respeito e a educação..

O povo se falava hoje e dividido cada um no seu quadrado.

Passando por passar por pessoas que não estão ai para se comprimentar.

Pressa medo ou egoísmo não deixam se falar.

E isso já virou careta.

Antigamente eu era feliz e sabia.

E o bonde até mudou.

Não mais o pegamos por que hoje e ele que nos pega.

Ou você ainda nem escutou.

_ Corra se esconda por que lá vem o bonde.

Por Sr. Apegaua