Hoje o vento insiste.
As ondas quebram
o resto de verde.
A primavera troca
as cores da região.
Eu troco de pele.
Ontem quis não sentir.
Tua mão chegou
até onde o corpo
começa a trair.
Anjos beijam bem.
Prefiro morder.
O corredor é longo.
A porta que abri
não era saída:
era o tempo
fingindo de amanhã.
Na cama, ávida,
penso na janela.
Desisto de voar.
Cair é mais exato.
A lua sobe.
A lua desce.
Amo o esforço
sem prêmio.
E se tudo ruir...
é bom ruir devagar:
um perfume tardio,
uma flor que só devora,
um beijo atrasado,
um vício elegante
de quem ama o meu fim.
E depois?
Depois é silêncio
com rendas e vermes.
Amanhã Fingido
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 4 de outubro de 2026 07:46
- Comentário do autor sobre o poema: "No fim das contas, tudo neste mundo se resume a um espelho distorcido, um labirinto de interpretações. E não importa para onde quer que você olhe, você ainda está olhando para o fogo onde sua vida está queimando." –Verônica Berg
- Categoria: Amor
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Morlock, Queiroz Francisco, Flavia Souza

Offline)
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