Várias intervenções de choque
Mas o enfoque divino não veio projetar a cura!
Tão atuante, esse ator do mundo moderno
Tão fanfarrão a meia-noite,
Com tudo ensaiado
Ao dissabor
Para o pequeno público aplaudir
Na noite de insônia.
Perto do sol reluzir
esplendoroso
Em mais um dia, aumentar as taxas
De expectativas invencíveis
Cai a cortina de vidro do auditório ,
Mas o espetáculo não pode parar.
O ator engole o cansaço compulsório
E sorri para a plateia que o vai julgar.
A maquiagem esconde o tratamento de choque,
Enquanto o lucro mascara a velha ferida.
No palco do mundo, nenhum Deus dá o toque,
Apenas a cobrança por uma perfeita vida.
E ao bater da meia-noite, no camarim deserto,
O fanfarrão se despe do seu manto de glória,
Encarando a insônia de um futuro incerto,
Prisioneiro da própria e ensaiada história.
Mas o sol já desponta, impiedoso e exato,
Cobrando os juros das taxas que o dia investiu.
Mais doze horas de cena, mais um cego contrato,
Que o grande público aplaude... e ninguém de fato viu.
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Autor:
CORASSIS (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de outubro de 2026 18:18
- Comentário do autor sobre o poema: Imagem de Pete Linforth por Pixabay
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4

Offline)
Comentários1
Lembrei do político que é um ator do mundo moderno. Maravilhosa essa poesia, contemporânea e atualíssima!!! Você me surpreende sempre, mestre!!!
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