BOLHAS DE SABÃO

Nelson de Medeiros



BOLHAS DE SABÃO

No sono turvo de nossa existência,
Erguemos frágeis sonhos sobre o chão;
A mente os guardam em dúbia sedução,
Qual névoa a dourar a consciência.

Mas vem o tempo, austero, sem clemência,
E rasga o véu da nossa construção.
A alma se mostra em súbita visão,
E a vida ri da nossa incoerência.

Assim se elevam estas tolas escolhas,
Que o egoísmo traz, em breves instantes,
Antes da fantasia desabar!

Na vida, as ilusões são como bolhas
De sabão, que sobem flutuantes,
Mas se desfazem ao encontro do ar!

Nelson de Medeiros Teixeira

  • Autor: Nelson de Medeiros (Offline Offline)
  • Publicado: 26 de setembro de 2026 20:09
  • Comentário do autor sobre o poema: BOLHAS DE SABÃO é um soneto de Nelson de Medeiros Teixxeira, adaptado pelo poeta em melodia. Há ilusões que parecem sonhos, até que o tempo as faça desaparecer. Como bolhas de sabão, sobem, brilham e encantam — mas se desfazem ao primeiro encontro com a realidade. Uma reflexão sobre a vida, o egoísmo e a fragilidade das nossas escolhas. Letra autoral de Nelson de Medeiros Teixeira. Efeitos musicais com ajuda da IA.
  • Categoria: Espiritual
  • Visualizações: 3
  • Usuários favoritos deste poema: Samara A. Ferreira


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