Tema:
Em cada um de nós há demasiados parafusos, rodas e válvulas para que possamos julgar uns aos outros pela primeira impressão ou por dois ou três sinais. Quem não dá nada, não tem nada.
A maior desgraça não é ser odiado, mas
não amar.
. . . .
. . . .
. . . .
Há em mim
parafusos demais
para uma só alma.
Rodas que giram
sob a pele.
Válvulas que mentem
com delicadeza.
Há um êxtase
no fundo do poço.
Não me julgues
pelo primeiro brilho.
Sou um mecanismo
com sombra aveludada.
A ilusão tem mãos limpas.
O presente, uma luz emprestada.
Quem não dá nada,
não tem nada.
A pior desgraça
não é ser odiada.
É não amar.
Eu, porém,
abro a janela.
Meu sorriso
é um curativo
sobre uma ferida
que não fecha.
Se digo “estou bem”,
é minha pequena maldade.
A vontade não se vence.
Administra-se.
Eu finjo.
Amanhã, talvez, ame.
Um pouco.
É suficiente.
[de Ayalah Verônica]
MINHA ALMA PRECISA SER CONSERTADA
PREGOS,PARAFUSOS,MARTELOS,MARRETAS
NÃO VÃO ME DÀ UMA RENOVADA
TALVEZ VIOLETAS
POSSAM CURAR MINHA DOR
A ALMA TAMBÉM PODE SER QUEBRADA
NADA COMO UMA FLOR
PRA ME SALVAR DA MANADA
Talvez eu até mereça esse bônus inclusivo, que hoje já não se encontra!
Um prêmio de consolação moldado em ouro falso,distribuído nas frestas de uma rotina automatizada.
Aceitei o bilhete premiado da conformidade,enquanto o relógio da engrenagem cobrava seu preço em silêncio.
História dos tempos romantizados aos pedaços e amordaçado,onde o afeto virou moeda de troca e o toque virou metal.
Fomos programados para performar a vida,enquanto o óleo negro da indiferença subia pelos tornozelos.
Uma engrenagem composta de
Camadas de metais, parafusos, imagens computadorizadas,
Carne poluída, alma adoece sem importância e de forma discreta.
Corassis
Há em mim parafusos demais
para uma só alma,
engrenagens que se movem
sob a delicada carne,
como relógios antigos
esquecidos em algum aposento.
Trago molas fatigadas,
pequenas peças enferrujadas
e um coração que, por desventura,
jamais aprendeu a obedecer
às regras da razão.
Fui talvez construída
por mãos que desconheciam
a delicadeza de certos abismos,
e desde então carrego comigo
o ruído discreto das coisas
que estão prestes a partir-se.
Basta um olhar mais demorado
para que todo o mecanismo desperte.
Uma palavra,
e as engrenagens se precipitam.
Um toque,
e já não sei distinguir
o que em mim é desejo
do que é apenas defeito de fabricação.
Ainda assim, prossigo.
Com a compostura de uma dama
diante de um salão em ruínas,
escondendo sob as luvas
as pequenas avarias do espírito.
Pois há almas que nasceram
para serem simples.
A minha, infelizmente,
veio ao mundo com parafusos demais
e nenhuma instrução
sobre como permanecer inteira.
-tória
Minha alma não tem parafusos
Desde sempre senti que algo me faltava
Buracos, frestas, espaços vazios
Fazem parte do meu ser
Cada vivência de minh'alma
Me deixou essa presença
Que na verdade é uma falta
E nada a completa
Talvez sejam espaços de conexões
Que volta e meia me traz lembranças
Que não sei de onde vem
Nem de qual tempo, espaço ou dimensão
Ela provém
Por isso fico inerte
A espera que alguém desperte
E venha em minha direção
Me mostrar que para tudo
Existe uma solução
Conforme os espaços entreabertos
Por falta de parafusos
Sejam cobertos.
Anjos e querubins…
E voam por entre os céus,
Espalhando o bem.
Chuva no jardim,
Gotas nas flores caem...
Muita beleza.
Ver sol da manhã...
Brilhar bem nesse instante,
Olha que Pureza.
Sol da madrugada,
Brilha nesse momento...
Tudo ilumina.
Hora de sonhar,
Ver o amor passar no tempo,
Pois a vida voa.
As folhas ao ar,
No outono sempre voam,
Árvores renovam.
Em meio à vida,
Natureza e suas voltas,
Nos ensina lição.
- Jorge E. Leal
Azeitei o mecanismo para assim melhor funcionar
Tinha em mim que desta forma desempenhasse mais
Pelas idas e vindas da trajetória aventureira, fadigas
Sabia ter forças mas algo faltava para transpor a subida
Qual ajuste necessário para que possível fosse lá chegar?
No cume da montanha me por e a paisagem contemplar
Ares novos e eu sentindo alegria em meu viver
Então o demasiado anseio, desgastou-me, fez-me compreender
A alma sobregarregada com parafusos a mais pesava
Retirei-os todos!leve fiquei para o caminho assim percorrer
Claudio Reis
Existir solução
Ou Não
Tanto faz
Como tanto fez
Importante é opinar
Outra vez
Com coragem para ouvir
Réplica
Tréplica
Etcéteras e tais...
Não precisa concordar
Nem tampouco o contrário
Se houver respeito extraordinário
Isso e democrático
É distinto de apatia
Faz menção com classe
Afinal, somos sociedade
Somos vários
Podendo fazer um
Ou vários num conjunto
E adornamos essa colcha de retalhos
Que é tecida em mesclados
Coloridos ou monocromáticos
A gosto do que se propõe
Gerencie cada qual
Com sua ética e moral
Pontos de vista do tema
Com ou sem dilema
Que delíciosa interação !
Calorosa emoção
Fica lindo a junção, então
Fica estética e harmônica
Fica egemônica
Poetisar em grupo
E assim não sobra parafusos
Embora ainda estando nós
Confusos
Tudo ainda continua sendo para o bem...
LUCITA POETSA
Parafusos demais para uma alma só
Tenho a cabeça cheia de chaves,
e nenhuma porta.
Giro para a esquerda,
o passado range.
Giro para a direita,
o futuro não encaixa.
Parafusos demais para uma alma só,
aperto um, solta o outro,
e no silêncio da madrugada,
ouço-me a desmontar.
Mas ainda estou aqui.
Meio torto, meio solto,
ainda a funcionar.
Destapa aqui, fecha ali
São tantos pensamentos para minha pequena cabeça.
Você desmontou meu coração
Com a sua desilusão
Ele se quebrou em pedaços
Você me deixou sem chão!
Mas sigo me recuperando
Outra mulher está me amando
Com unindo parafusos e consertando
Cada peça do meu coração!
As vezes penso que algum parafuso
Em minha mente
Pois as vezes me perco e fico confuso
Sem saber onde estou!
- Autores: Ayalah Berg (Pseudónimo, credence, CORASSIS, Tória, Samara Ferreira, Jorge E. Leal, Julian Lael, Dodge Leal, Claudio Reis, Lucita, Nkifuani , Wesley Cordeiro
- Visível: Todos os versos
- Publicado: 25 de setembro de 2026 11:09
- Limite: 15 estrofes
- Convidados: Público (qualquer usuário pode participar)
- Categoria: Não classificado
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