Nunca fui santa de infância.
Sempre mordi o silêncio.
Aprendi a rir
antes de aprender a mentir.
A dor? Conheci dos outros.
Não me apresentei.
A alegria? Trama fria.
Passou rápido e não voltou.
A morte? A única
que cumpre a palavra.
Divertida é a noite.
Cuspo no corrimão.
A amizade é um copo sujo.
Gosto mesmo assim.
A virtude é um vício
com menos prazer.
Escolhi o outro.
No espelho, minha cúmplice.
Na cama, não aposte.
Vivo como quem cai:
sem mentir verdades.
O sol nasce para todos.
Que bobagem.
O tempo enrola
quem espera.
Quem não para,
esquece.
Boa Criação
de Ayalah Verônica Berg
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Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 24 de setembro de 2026 07:26
- Comentário do autor sobre o poema: "Havia momentos em que o amor me consumia como fogo. Havia momentos em que a solidão me dilacerava como um animal selvagem. E havia a escrita, que era a única forma de canalizar toda essa loucura, todo esse inferno e paraíso, em algo que tivesse, talvez, um eco. Um eco na alma de alguém. Se não, tudo bem. Era a minha loucura, afinal." –Charles Bukowski
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Morlock, Samara Ferreira

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