SOLIDÃO A DOIS

Nelson de Medeiros



 

Na quietude da noite o bardo vaga,
e escuta o ontem na velha canção;
no peito a dor da ausência se propaga,
e a nostalgia é quase uma afeição!

 

No quarto, o frio fere qual adaga,
e o silêncio sangra o coração;
num labirinto atroz, a voz se apaga
e o vazio é sem explicação!

 

Mas há beleza na melancolia;
na lágrima que rola, há poesia,
e na saudade, um doce recordar!

 

É quando, então, a ausência se revela,
e o silencio é mote que chancela
a solidão, que a dois, paira no ar!

  • Autor: Nelson de Medeiros (Offline Offline)
  • Publicado: 17 de setembro de 2026 16:07
  • Comentário do autor sobre o poema: SOLIDÃO A DOIS É uma letra adaptada do soneto: SOLIDÃO a dois, de autoria do próprio autor. Uma reflexão sobre a vida, as escolhas que fazemos e a solidão que, às vezes, se vive mesmo estando a dois. Ouça, sinta os versos e talvez você se reconheça em algum deles.
  • Categoria: Amor
  • Visualizações: 10
  • Usuários favoritos deste poema: Damião Rodrigues, CORASSIS


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